B3 - Ibovespa 2026
Foto: B3/Divulgação

A B3 confirmou as mudanças na carteira do Ibovespa para o início de 2026. A terceira e última prévia da composição teórica, divulgada em 23 de dezembro, passa a valer de 5 de janeiro a abril de 2026 e traz uma entrada e uma saída que mexem com o radar dos investidores.

A principal novidade é a entrada da Copasa (CSMG3), estatal de saneamento de Minas Gerais, que passa a integrar o índice com peso de 0,348%. O movimento ocorre em meio ao processo de privatização da companhia e marca a estreia do papel na nova carteira do Ibovespa.

Em contrapartida, as ações da CVC (CVCB3) deixam o índice. A exclusão reflete a perda de critérios de elegibilidade exigidos pela B3, em um ambiente de maior seletividade na composição do principal indicador da Bolsa brasileira.

Copasa no Ibovespa: impacto e peso no índice

Com a inclusão, a Copasa passa a fazer parte do grupo de ações que baliza fundos, ETFs e estratégias passivas atreladas ao Ibovespa. Embora o peso inicial seja modesto, a presença no índice tende a ampliar visibilidade, liquidez e interesse institucional pelo papel.

Portanto, a nova carteira entra em vigor no primeiro pregão da próxima semana, o que costuma provocar ajustes técnicos e realocações de portfólio por parte de gestores.

Maiores pesos do Ibovespa no início de 2026

Apesar das mudanças pontuais, a liderança do índice segue concentrada. Na primeira prévia da carteira, os cinco ativos com maior peso são:

  • Vale ON: 11,381%
  • Itaú Unibanco PN: 8,384%
  • Petrobras PN: 5,799%
  • Petrobras ON: 4,071%
  • Bradesco PN: 3,968%

Dessa forma, a concentração reforça o peso de commodities e bancos no desempenho do índice, mesmo com a entrada e saída de papéis ao longo do tempo.

Critérios para entrar no Ibovespa da B3

Para integrar a carteira do Ibovespa, as companhias precisam cumprir requisitos objetivos definidos pela B3, entre eles:

  • presença em ao menos 95% dos pregões no período de vigência das três últimas carteiras;
  • movimentação financeira mínima equivalente a 0,1% do volume do mercado à vista;
  • estar entre os ativos que representam 85% do Índice de Negociabilidade (IN);
  • não ser penny stock, ou seja, negociar acima de R$ 1,00.

Em suma, esses filtros garantem que o índice reflita ações com liquidez e representatividade no mercado brasileiro.