Veja o resumo da noticia

  • Ibovespa impulsionado por ata do Copom e cenário externo positivo, superando 185 mil pontos com valorização consistente.
  • Dólar comercial registra queda, cotado a R$ 5,22, enquanto juros futuros apresentam recuo ao longo da curva.
  • Banco Central mantém cautela sobre flexibilização monetária, monitorando dados para mitigar riscos inflacionários.
  • Haddad indica nomes para diretorias do BC, gerando atenção do mercado sobre a futura política monetária.
  • Acordo comercial EUA-Índia e menor volatilidade global impulsionam apetite por risco nos mercados.
  • Evertec adquire Dimensa, Fleury anuncia recompra de ações e Embraer vende C-390 para o Uzbequistão.
  • Produção industrial tem queda em dezembro, reforçando percepção de perda de fôlego da atividade econômica.
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Ibovespa / Foto: Freepik

O Ibovespa opera em alta nesta terça-feira, apoiado pela leitura da ata do Copom, pela queda do dólar e por um ambiente externo mais favorável. Na abertura, o índice registrou ganho de 0,01%, aos 182.952,31 pontos, e avançou ao longo da manhã, superando a marca dos 185 mil pontos.

No mercado de câmbio, o dólar comercial recua 0,52%, cotado a R$ 5,22, enquanto os juros futuros operam em queda ao longo da curva, refletindo ajustes nas expectativas para a política monetária.

Ata do Copom ancora juros e sustenta o humor local

Os investidores seguem digerindo a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada mais cedo. No documento, o Banco Central reiterou que a magnitude e a duração do ciclo de flexibilização monetária, previsto para começar em março, serão definidas ao longo do tempo, conforme a evolução dos dados.

Segundo o BC, sinais ainda mistos sobre a desaceleração da atividade e seus efeitos sobre os preços dificultam a identificação de tendências claras, o que exige cautela. Na semana passada, o comitê manteve a Selic em 15% ao ano e reforçou que seguirá com política monetária restritiva até garantir a convergência da inflação à meta de 3%.

Haddad fala e mercado acompanha sucessão no BC

No noticiário político-econômico, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, concedeu entrevista à BandNews FM. Em meio às especulações sobre sua permanência no cargo, Haddad afirmou que apresentou ao presidente Lula os nomes de Guilherme Mello e Tiago Cavalcanti para as duas diretorias vagas do Banco Central.

O tema é acompanhado de perto pelo mercado, dado o impacto potencial sobre a condução futura da política monetária.

Exterior ajuda: menor volatilidade e acordo EUA–Índia

No exterior, o sentimento é mais construtivo. A volatilidade global recua, e ativos que haviam sofrido nas últimas sessões, como prata e cobre, apresentam recuperação. O acordo comercial fechado entre Estados Unidos e Índia também contribui para a melhora do apetite por risco.

Radar corporativo movimentado

O noticiário de empresas também entra no preço dos ativos:

  • Evertec anunciou a compra da brasileira Dimensa, controlada por Totvs e B3, por R$ 950 milhões;
  • Fleury (FLRY3) aprovou programa de recompra de até 2,3 milhões de ações;
  • Embraer (EMBR3) fechou acordo para vender o avião de transporte militar C-390 ao Uzbequistão;
  • TIM (TIMS3) confirmou tratativas com a IHS para possível aquisição da I-Systems;
  • Morgan Stanley passou a deter 4,9% do capital da C&A;
  • Rumo (RAIL3) anunciou emissão de R$ 1,5 bilhão em debêntures para a controlada Malha Central.

Dados econômicos no radar

Pela manhã, o IBGE informou que a produção industrial caiu 1,2% em dezembro. O resultado pior do que o esperado pelo mercado, reforçando a leitura de perda de fôlego da atividade.

Com esse conjunto de fatores, Copom mais previsível, dólar em queda, juros cedendo e exterior mais calmo, o mercado doméstico começa o dia em tom positivo, ainda que atento aos próximos dados e aos desdobramentos políticos.