Ibovespa / Foto: CanvaPro
Ibovespa / Foto: CanvaPro

O Ibovespa abriu esta terça-feira (13) em queda, refletindo a cautela dos investidores antes da divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI) de dezembro nos Estados Unidos, um dos principais indicadores para a definição dos juros globais. O mercado também segue atento às recentes tensões envolvendo a independência do Federal Reserve (Fed), fator que tem elevado a aversão ao risco.

Por volta das 10h50 (horário de Brasília), o principal índice da B3 recuava 0,50%, aos 162.310 pontos, depois de oscilar entre 162.213 pontos, na mínima, e 163.146 pontos, na máxima da sessão até o momento. O volume financeiro projetado era de apenas R$ 11,5 bilhões, sinalizando um pregão de baixa liquidez e postura defensiva dos agentes.

Mercados globais operam no vermelho antes do CPI dos EUA

No exterior, o movimento também é negativo. Os futuros do S&P 500 caíam 0,15%, enquanto o Stoxx 600 recuava 0,19%, em meio à expectativa pelos dados de inflação norte-americana. O CPI é visto como determinante para calibrar as apostas sobre quando e em que ritmo o Fed pode iniciar cortes de juros.

A combinação entre inflação resistente e ruídos políticos nos EUA mantém os mercados globais mais sensíveis, pressionando ativos de risco, especialmente em economias emergentes.

Dados de serviços reforçam leitura de desaceleração no Brasil

No cenário doméstico, a maior parte das ações acompanha o viés negativo, mesmo após a divulgação de dados econômicos locais. O volume de serviços prestados no Brasil recuou 0,1% em novembro, abaixo da expectativa de alta de 0,1%. O número reforça a percepção de desaceleração gradual da atividade econômica.

Esse movimento, por outro lado, sustenta as apostas do mercado em um possível início do ciclo de flexibilização da Selic, caso o arrefecimento da economia se confirme nos próximos indicadores.

Ibovespa combina pressão externa e sinais internos mistos

Assim, o Ibovespa começa o dia pressionado por fatores externos, ligados ao CPI dos EUA e ao Fed, e por sinais domésticos de perda de fôlego da atividade, em um ambiente marcado por menor apetite ao risco, volume reduzido e maior seletividade dos investidores.