
O mercado começa esta terça-feira (20) sob maior aversão ao risco, refletindo a escalada das tensões comerciais entre EUA e Europa. As novas ameaças tarifárias do presidente norte-americano Donald Trump pressionam ativos globais, elevam os juros longos dos Treasuries e reforçam a busca por proteção.
O Ibovespa abre em leve queda de 0,02%, aos 164.816,20 pontos, acompanhando o humor externo. Enquanto isso, o dólar comercial renova máximas, com alta de 0,51%, a R$ 5,391, após já ter iniciado o dia em valorização.
Tensões comerciais voltam ao centro do radar
O estresse nos mercados aumentou depois que Trump ameaçou impor tarifas comerciais crescentes, a partir de 1º de fevereiro, contra oito países europeus. A medida estaria condicionada à autorização para que os EUA assumam o controle da Groenlândia.
Embora parte dos investidores ainda questione a execução dessas ameaças, o tom mais agressivo mantém o mercado em alerta. Além disso, a falta de sinais de moderação por parte da Casa Branca reacende os temores de uma nova guerra comercial global.
Wall Street e Europa operam sob pressão
No pré-mercado em Nova York, os principais índices futuros recuam com força. O Dow Jones Futuro cai 1,31%, enquanto o Nasdaq Futuro recua 1,94%. Já o S&P 500 Futuro perde 1,56%.
Na Europa, as bolsas ampliam as perdas da véspera. O sentimento negativo reflete tanto o risco tarifário quanto o impacto potencial sobre crescimento e comércio.
Davos concentra atenções do mercado global
Além disso, os investidores acompanham o avanço do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça. Hoje, o evento ganha força com discursos da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, além de líderes da China e da França.
Trump deve discursar no fórum nesta quarta-feira. Por isso, o mercado monitora atentamente possíveis novos sinais sobre política comercial e geopolítica.
Agenda política no Brasil
No cenário doméstico, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumpre agenda no Rio Grande do Sul. Entre os compromissos, estão a entrega de moradias do programa Minha Casa, Minha Vida e a assinatura de contratos para a construção de embarcações.
Esses eventos entram no radar em um dia de menor volume de indicadores econômicos.
Radar corporativo traz balanços e decisões relevantes
No noticiário corporativo, alguns destaques movimentam o mercado:
- Banco do Brasil aprovou payout de 30% para 2026;
- Petrobras assinou contratos de R$ 2,8 bilhões para novas embarcações;
- Guararapes teve o rating elevado pela Fitch pelo segundo ano consecutivo;
- JSL reportou receita bruta de R$ 2,9 bilhões no 4º trimestre;
- Celesc informou queda de 2,1% no consumo de energia no período.