Veja o resumo da noticia
- Ibovespa demonstra estabilidade inicial, enquanto o mercado reage ao Boletim Focus e aguarda decisões de política monetária no Brasil e EUA.
- Boletim Focus aponta para redução da inflação em 2026, mantendo estimativas para Selic e PIB, com câmbio instável em projeções futuras.
- Fluxo estrangeiro continua a impulsionar a bolsa brasileira, influenciado pela redução da exposição a ativos americanos ('sell America').
- Mercados globais exibem cautela, com bolsas europeias estáveis e ouro atingindo recorde histórico em meio a incertezas geopolíticas.
- Dólar apresenta recuo e juros futuros mostram alívio no Brasil, refletindo o cenário externo favorável e expectativas sobre a Selic.
- Radar corporativo destaca propostas da Azul, retificação de JCP do Bradesco, projeções da Eztec, e mudanças na Gol e Eneva.

O Ibovespa inicia a sessão desta segunda-feira (26) praticamente estável, com leve alta de 0,01%, aos 178.878 pontos, após renovar máximas históricas no fechamento da última sexta-feira. O mercado começa a semana atento a reação do mercado ao Boletim Focus, à agenda de indicadores e às decisões de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos.
Focus reduz inflação de 2026 e mantém Selic e PIB
O Boletim Focus, divulgado nesta manhã pelo Banco Central, mostrou nova queda na projeção de inflação para 2026, enquanto as estimativas para PIB e Selic permaneceram inalteradas. Já o câmbio ficou estável no curto prazo, mas voltou a subir nas projeções mais longas, especialmente para 2029, o que mantém o tema fiscal e o risco político no radar dos investidores.
Além disso, o déficit em conta corrente encerrou 2025 em 3,02% do PIB, resultado melhor do que o esperado. Esse dado reforça a percepção de maior equilíbrio externo e ajuda a sustentar o interesse de investidores estrangeiros pelos ativos brasileiros.
Fluxo estrangeiro segue favorecendo a bolsa brasileira
O movimento global de redução de exposição a ativos americanos, conhecido como “sell America”, segue beneficiando o mercado local. Até o dia 22 de janeiro, a entrada de recursos estrangeiros na B3 já supera 60% de todo o volume registrado em 2025, fortalecendo o desempenho do Ibovespa neste início de ano.
Enquanto isso, os investidores aguardam as decisões de política monetária desta semana. A expectativa majoritária é de que o Copom mantenha a Selic em 15%, assim como o Federal Reserve deve deixar os juros inalterados nos Estados Unidos.
Bolsas globais cautelosas e ouro em recorde histórico
No exterior, as bolsas europeias operam próximas da estabilidade, em meio a novas ameaças tarifárias do presidente dos EUA, Donald Trump, e à expectativa pela reunião do Fed. Ainda assim, o setor de mineração se destaca, impulsionado pela forte alta do ouro, que superou US$ 5.000 a onça pela primeira vez na história.
Esse movimento reflete a busca por proteção em um cenário de maior incerteza geopolítica e cambial. O dólar, por sua vez, segue pressionado no mercado internacional, o que contribui para o desempenho das commodities.
Dólar recua e juros futuros aliviam no Brasil
No mercado doméstico, o dólar recua frente ao real nesta manhã, acompanhando a fraqueza global da moeda americana. Ao mesmo tempo, os juros futuros operam em queda, sustentados pelo ambiente externo mais favorável e pela expectativa de manutenção da taxa básica de juros.
Radar corporativo movimenta o pregão
No noticiário corporativo, o mercado acompanha uma agenda carregada. Entre os destaques, estão:
- Azul (AZUL53): proposta de grupamento de ações na proporção de 75 para 1
- Bradesco (BBDC3; BBDC4): retificação dos valores líquidos de JCP após nova tributação
- Eztec (EZTC3): projeção de lançamentos entre R$ 2,5 bilhões e R$ 3,5 bilhões em 2026
- Gol (GOLL54): Antonio Kandir assume temporariamente a presidência do conselho
- Eneva (ENEV3): anúncio da 14ª emissão de debêntures, no valor de R$ 2 bilhões