Abertura do mercado

Ibovespa abre queda com dados de emprego no rada; dólar sobe

Após uma semana de forte ganhos, o marcador indica que o dia pode ter uma sessão de correção

Ibovespa abre queda com dados de emprego no rada; dólar sobe

O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira, a B3, iniciou o último pregão da semana, sexta-feira (28), em queda, com o mercado de olho nos dados que revelam o nivel de aquecimento do mercado de trabalho nacional.

Por volta das 10h20 (horário de Brasília) o marcador apresentava uma queda de 0,53%, aos 132.452 pontos.

Já o dólar comercial seguia o sentido contrário do índice, ao passo que performava uma valorização positiva de 0,35%, cotado a R$ 5,76.

O dólar à vista apresentava variações modestas em relação ao real nesta sexta-feira, com expectativa de encerrar a semana com valorização, enquanto investidores avaliavam os dados de emprego no Brasil e de inflação nos EUA, além de lidarem com a incerteza gerada pelas novas tarifas prometidas pelo presidente norte-americano, Donald Trump.

Os planos de Trump para tarifas têm dominado as discussões da semana, já que ele revelou mais detalhes sobre sua intenção de anunciar tarifas recíprocas — ou seja, impostos sobre produtos norte-americanos que enfrentam barreiras no exterior — a serem implementadas no dia 2 de abril.

Na segunda-feira, Trump sugeriu que poderia oferecer isenções a alguns países quando anunciar as novas tarifas na próxima quarta-feira, o que inicialmente estimulou um apetite por risco nos mercados cambiais.

Contudo, o tom mudou na quarta-feira, quando Trump anunciou seu plano de impor tarifas de 25% sobre as importações de automóveis.

Isso gerou um aumento no temor de uma guerra comercial global, afetando negativamente ativos de economias emergentes, como a do Brasil, que enfrentaram perdas significativas.

Ibovespa recua em dia de correção

Nos últimos dias, o Ibovespa apresentou ganhos consideráveis, alcançando até a casa dos 132 mil pts, patamar que não eram alcançado há pouco mais de quatro meses. Após uma semana de forte ganhos, o marcador indica que o dia pode ter uma sessão de correção.

Na agenda do dia no Brasil, os dados de emprego, tanto da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) quanto do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), serão indicadores importantes para avaliar o ritmo da economia e podem influenciar o comportamento da bolsa nesta sexta-feira (28).

No cenário internacional, o PCE (Índice de Preços de Gastos com Consumo) dos EUA estará no centro das atenções.

Vale destacar que, além de ser o indicador de inflação preferido pelo Fed (Federal Reserve), o PCE permitirá que os investidores analisem se os efeitos da guerra comercial iniciada por Donald Trump já estão impactando a economia.

EUA

Os índices futuros de ações dos EUA estão em queda nesta sexta-feira (28), devido a temores sobre novas tarifas e o agravamento da guerra comercial.

Cotação dos índices futuros dos EUA:

Dow Jones Futuro: -0,24%

S&P 500 Futuro: -0,36%

Nasdaq Futuro: -0,58

Bolsas asiáticas

Os mercados da Ásia-Pacífico terminaram majoritariamente em queda, com os investidores apreensivos devido às ameaças de novas tarifas por parte de Donald Trump.

Shanghai SE (China), -0,67%

Nikkei (Japão): -1,80%

Hang Seng Index (Hong Kong): -0,65%

Kospi (Coreia do Sul): -1,89%

ASX 200 (Austrália): +0,16%

Bolsas europeias

Os mercados europeus também estão operando no negativo, com os investidores se preparando para as tarifas sobre as montadoras, que começam a valer em 2 de abril.

Em termos de dados econômicos, os traders aguardam os números de inflação da França e da Espanha, além dos dados de vendas no varejo do Reino Unido.

FTSE 100 (Reino Unido): +0,05%

DAX (Alemanha): -0,48%

CAC 40 (França): -0,34%

FTSE MIB (Itália): -0,11%

STOXX 600: -0,05%