Veja o resumo da noticia
- Ibovespa atinge novo recorde impulsionado por otimismo global e expectativas sobre o FED, com impacto positivo no mercado brasileiro.
- Dólar registra queda frente ao real, influenciado pelo recuo do índice DXY e expectativas de manutenção dos juros pelo FED.
- Mercados acionários americanos apresentam desempenhos mistos, com destaque positivo para a Nasdaq e o setor de tecnologia.
- IPCA-15 abaixo do esperado contribui para queda da curva de juros e reforça expectativas de cortes na Selic pelo Banco Central.
- Petrobras lidera altas no mercado brasileiro, impulsionada pela valorização do petróleo e expectativas de cortes nos juros.
- Setor financeiro se destaca com alta de bancos, influenciado pela expectativa de menor inadimplência e melhora no crédito.
- Varejo apresenta altas significativas, beneficiado pela perspectiva de juros menores e consequente recuperação do consumo.
- Frigoríficos registram quedas devido a receios sobre exportações para a China e possíveis restrições tarifárias.

O Ibovespa fechou com alta de 1,79%, aos 181.919,13 pontos nesta terça-feira. O índice alcançou o maior patamar de fechamento de sua história. Além disso, o dólar comercial emendou a segunda queda consecutiva, recuando 1,41% e fechando a R$ 5,20.
Bruno Perri, economista-chefe da Fórum Investimentos, aponta uma combinação de fatores. Segundo ele, expectativas sobre o FED impulsionam as bolsas globalmente. Portanto, o clima favorável contamina positivamente o mercado brasileiro.
Dólar cai 1,41% e atinge menor valor desde maio de 2024
O dólar comercial emenda a segunda queda consecutiva diante do real. A moeda americana fechou em R$ 5,20 na venda e na compra. Além disso, na mínima do dia, atingiu R$ 5,19.
Esse movimento vai na mesma direção da divisa no resto do planeta. O índice DXY recuou 0,83%, aos 96,23 pontos. Consequentemente, o dólar perde força em escala global.
- Venda: R$ 5,206
- Compra: R$ 5,206
- Mínima: R$ 5,199
- Máxima: R$ 5,278
Bolsas americanas apresentam desempenho misto
Os índices americanos tiveram comportamento variado durante o pregão. O Dow Jones recuou 0,83 pontos, fechando aos 49.003,41. Entretanto, o S&P 500 subiu 0,41 pontos, aos 6.978,60.
A Nasdaq teve o melhor desempenho entre os principais índices. Subiu 0,91 pontos, alcançando 23.817,09. Portanto, as empresas de tecnologia puxaram o mercado para cima.
Expectativa do FED impulsiona mercados globais
A possibilidade de sinais dovish no comunicado do FED anima investidores. O mercado espera manutenção dos juros na reunião de amanhã. Entretanto, busca indicações de que um novo corte está próximo.
Perri explica que esse movimento favorece as bolsas internacionais. “A Nasdaq se destaca, mas também impulsiona o S&P 500”, afirma. Além disso, o fechamento na Europa também foi positivo.
IPCA-15 abaixo das expectativas derruba curva de juros
O clima de maior apetite por risco também beneficia o mercado brasileiro. Além disso, o IPCA-15 veio abaixo das expectativas do mercado. Consequentemente, a curva de juros despencou.
O indicador reforça a expectativa de que o Banco Central sinalize cortes em março. Mesmo mantendo a Selic constante esta semana, o BC pode indicar mudanças. Portanto, o mercado antecipa afrouxamento monetário.
Inflação de serviços apresenta sinais positivos
Enquanto os juros caem, o dólar reflete ambiente global favorável. O IPCA-15 mostrou sinais positivos em sua composição. Principalmente, a inflação de serviços apresentou desaceleração importante.
O DXY cai, sugerindo desvalorização global do dólar. Além disso, esse movimento é ainda mais intenso em relação ao real. Consequentemente, a moeda brasileira se fortalece significativamente.
Petrobras lidera alta com expectativa de cortes nos juros
O mercado brasileiro registrou alta generalizada no pregão. Entretanto, alguns setores se destacaram especialmente. A expectativa de novos cortes favorece as commodities.
O petróleo se valorizou, reverberando fortemente nas empresas do setor. A Petrobras teve destaque especial entre as altas do dia. Portanto, o setor de energia puxou o índice para cima.
Ainda entre as commodities, a Vale se recuperou da queda de ontem. Além disso, a CSN mostrou firme valorização durante o pregão. A evolução do plano de desalavancagem da companhia impulsionou os papéis.
Portanto, o setor de mineração contribuiu positivamente para o desempenho do Ibovespa. As empresas reagiram ao cenário macro favorável.
Bancos sobem com expectativa de menor inadimplência
O setor financeiro também foi destaque positivo do dia. A expectativa de juros menores colabora com redução da inadimplência. Além disso, diminui as provisões para devedores duvidosos (PDDs).
Banco do Brasil, Santander, Itaú e Bradesco tiveram forte alta. Portanto, os principais bancos do país lideraram os ganhos do setor. A perspectiva de melhora no crédito animou investidores.
Setores sensíveis à atividade econômica e taxas de juros também se favoreceram. A expectativa de corte ainda neste semestre impulsionou vários papéis. Consequentemente, empresas cíclicas registraram valorizações expressivas.
Incorporadoras como Cyrela e MRV subiram durante o pregão. Além disso, empresas de locação de veículos também avançaram. VAMO3 e RENT3 tiveram bom desempenho.
Varejo apresenta altas significativas
No varejo, Assaí e Lojas Renner se destacaram entre as maiores altas. As empresas se beneficiam da perspectiva de juros menores. Portanto, o consumo tende a reagir positivamente ao cenário.
Com crédito mais barato e menor inadimplência, o setor varejista ganha fôlego. Consequentemente, investidores apostam em recuperação das vendas.
Na ponta negativa, os frigoríficos registraram quedas durante o pregão. Receios quanto às exportações para a China pressionaram o setor. Além disso, possíveis restrições tarifárias vindas do gigante asiático preocupam.
Portanto, o setor de proteínas foi exceção no dia positivo da bolsa. As incertezas comerciais pesam sobre as perspectivas das empresas.