Corte de juros

Ibovespa fecha em alta com FED e à espera do Copom; dólar cai

O Ibovespa fechou a sessão desta quarta-feira (20) com alta de 1,25%, aos 129.124,83 pontos; o dólar caiu, a R$ 4,97.

Ibovespa
Foto: Pixabay / Ibovespa

O Ibovespa, principal índice acionário brasileiro, fechou a sessão desta quarta-feira (20) com alta de 1,25%, aos 129.124,83 pontos. O dólar comercial caiu 1,09%, a R$ 4,97.

Em uma sessão regada pela “Super-Quarta”, o resultado do Ibovespa mostrou que a decisão do FED (Federal Reserve) repercutiu bem no mercado interno e externo. Após o fechamento, o Copom (Comitê de Política Monetária) deve divulgar a decisão sobre o possível corte na Selic (taxa básica de juros), e os investidores têm boas expectativas para esse movimento também.

A ação do FED já era esperada pelo consenso do mercado financeiro, contudo, o que realmente animou os agentes foi a perspectiva de avanço no ciclo de queda. Espera-se, ao menos, 3 cortes na taxa de juros norte-americana, até o final do ano.

“O foco do mercado foi no comunicado, que apesar de citar que a inflação ainda está alta, citou que o mercado de trabalho vem se reequilibrando, demonstrando uma desaceleração ainda que apertada, o que é muito positivo”, ressaltou Andre Fernandes, head de renda variável e sócio da A7 Capital, ao BP Money.

“Em discurso, Powell citou mais uma vez que a política monetária já está em seu pico. Com isso, acredito que as apostas seguem firmes para junho em relação ao primeiro corte do juros americano”, completou.

Jerome Powell, presidente do BC dos EUA, fez um discurso citando o encaminhamento do emprego ao equilíbrio, a economia direcionando-se à deflação, bem como o pico da política monetária.

“Após a decisão, a curva de juros segue em queda, seguindo a queda das treasuries americanas também”, acrescentou Fernandes.

Altas e Baixas do Ibovespa: Vale (VALE3) e Petrobras (PETR4) sobem

No setor petrolífero, as ações da Petrobras (PETR3;PETR4) avançaram 2,08% e 1,75%, respectivamente. Prio (PRIO3) desvalorizou 3,58%.

Entre as mineradoras e siderúrgicas o movimento positivo foi puxado pela Vale (VALE3) que subiu 0,67%. Gerdau (GGBR4) registrou alta de 0,88%. Usiminas (USIM5) valorizou 2,06%.

No setor bancário, Itaú (ITUB4) e Banco do Brasil (BBAS3) operaram com alta de 0,20% e 1,07%, respectivamente. Bradesco (BBDC4) e Santander (SANB11) também seguiram em movimentos unificados com valorização 1,27% e 1,38%, em sequência.

Entre as varejistas, Magazine Luiza (MGLU3) subiu 4,06%. Igualmente, as ações das Lojas Americanas (AMER3) avançaram 3,85%. Casas Bahia (BHIA3) valorizou 6,61%.

A Braskem (BRKM5) liderou os ganhos do Ibovespa, avançando 13,71%. Logo atrás, Petz (PETZ3) e Grupo Soma (SOMA3) registraram altas de 8,01% e 7,29%, respectivamente.

A alta da Braskem reflete o resultado do 4T23 e a recomendação de compra por parte do Santander, mirando resultados melhores em 2024, segundo Fernandes. Além disso, as empresas mais ligadas à economia doméstica e sensíveis a queda de juros performam bem.

Já na ponta negativa, Prio (PRIO3) liderou as perdas, caindo 3,58%. Em seguida, vieram  Suzano (SUZB3) e PetroRecôncavo (RECV3) , com perdas de 1,26% e 1,15%.

“Com as commodities em queda, ações como PRIO, Suzano e São Martinho caem. Além disso, Vibra Energia segue caindo por conta das noticias de aumento de participação da Previ na empresa, precificando risco de intervenções governamentais na empresa”, analisou.

Índices do exterior fecharam mistos

Os principais índices europeus tiveram desempenhos mistos nesta quarta-feira (20). O índice DAX, de Frankfurt, valorizou 0,15%, enquanto o CAC 40, de Paris, recuou 0,48%. Já o índice pan-europeu Stoxx 600 caiu 0,02%. Em Wall Street, os índices S&P 500 e Nasdaq avançaram 0,89% e 1,25%, respectivamente. Já o Dow Jones avançou 1,03%.

Na Europa, o setor de consumo de luxo foi o que puxou as quedas da sessão. O movimento ocorreu após o anúncio da Kering quanto à suas vendas trimestrais. A empresa espera uma queda, levada pelo recuo nas vendas da Gucci, um dos negócios que controla.

Já nos EUA, o otimismo foi causado pela decisão do FED em manter a taxa de juros em 5,25% e 5,50%. O banco central norte-americano sinalizou possível 3 cortes nos juros do país até o final, com isso, as Bolsas de Nova York seguiram o ânimo do mercado.

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