Veja o resumo da noticia
- Ibovespa tem leve alta impulsionada pelo Itaú, enquanto Vale e Petrobras recuam devido à queda das commodities e do petróleo no mercado externo.
- Ações do Itaú sobem após balanço positivo, contrastando com a queda do Bradesco antes da divulgação de seus resultados trimestrais.
- Dólar fecha próximo da estabilidade, influenciado pela valorização global da moeda americana e por fluxos para a bolsa brasileira.
- Superávit comercial do Brasil em janeiro é impulsionado pelo agronegócio e pela crescente participação da China nas exportações.
- Mercado acompanha decisão do Banco Central do México de manter juros em 7%; criptomoedas ampliam perdas, com queda do Bitcoin Futuro.
- Lula anuncia possível viagem a Washington em março, sinalizando agenda externa e diplomática, o que entra no radar dos investidores.

O Ibovespa fechou a quinta-feira (5) em leve alta, sustentado pelo avanço do Itaú (ITUB4) após o balanço, enquanto Vale (VALE3) e Petrobras (PETR4) recuaram com a queda das commodities. No câmbio, o dólar terminou perto da estabilidade, acompanhando o fortalecimento global da moeda americana.
O Ibovespa encerrou, preliminarmente, com alta de 0,18%, aos 182.035,83 pontos. Já o dólar comercial subiu 0,08%, a R$ 5,254, em uma sessão marcada por maior cautela no exterior.
Itaú sobe após balanço e contrasta com o setor
As ações do Itaú Unibanco (ITUB4) subiram cerca de 2%, na contramão do setor bancário, depois da divulgação dos resultados do quarto trimestre. No radar, também repercutiram declarações do CEO indicando que as projeções consideradas “conservadoras” podem ser revisadas ao longo do ano, dependendo da evolução do cenário.
Contudo, Bradesco (BBDC4) recuou antes da divulgação do balanço, que sai ainda hoje, em meio à expectativa do mercado sobre margem, provisões e qualidade da carteira.
Vale e Petrobras caem com commodities; petróleo recua forte
O pregão teve pressão vendedora em empresas ligadas a commodities. Vale (VALE3) e Petrobras (PETR4) apresentaram baixas consistentes, refletindo o movimento do petróleo no exterior.
Além disso, Os contratos do Brent caíram com força após sinais de alívio nas tensões entre Estados Unidos e Irã e a confirmação de encontro para negociações nucleares. No fechamento, o Brent (abril) recuou 2,74%, a US$ 67,55, enquanto o WTI (março) caiu 2,84%, a US$ 63,29. Na B3, PETR4 renovou mínimas e chegou a cair 1,65%, a R$ 36,90.
Dólar fecha quase estável com força global da moeda
O dólar à vista voltou a subir levemente contra o real, em um dia em que a moeda americana ganhou tração no exterior. O índice DXY avançou 0,20%, a 97,81 pontos, ajudando a sustentar a divisa. No Brasil, operadores citaram que fluxos para bolsa e o nível elevado de juros domésticos limitaram a pressão cambial.
- Venda: R$ 5,254
- Compra: R$ 5,253
- Mínima: R$ 5,234
- Máxima: R$ 5,288
Balança comercial e agenda externa entram no radar
No noticiário macro, o Brasil registrou superávit comercial de US$ 4,3 bilhões em janeiro, com alta de 85,8% ante janeiro de 2025, puxado por queda mais forte nas importações. O resultado refletiu avanço do agro e mudança na composição geográfica: a participação da China cresceu, enquanto as vendas para os EUA recuaram 25,5%.
Para Ariane Benedito (PicPay), o dado reforça um superávit “ainda confortável”, porém mais dependente da dinâmica das commodities e da demanda interna. Segundo ela, a balança deve seguir relevante para absorver desequilíbrios externos, mas com menor folga do que em anos recentes.
No exterior, o mercado acompanhou a decisão do Banco Central do México, que manteve os juros em 7%, interrompendo uma sequência de cortes.
Cripto amplia perdas; bitcoin futuro recua mais de 10%
O movimento de aversão a risco também atingiu as criptos. O Bitcoin Futuro (BITFUT) caiu mais de 10%, sendo negociado em torno de 346.700 pontos, ampliando as perdas do dia no segmento.
Radar político: Lula fala em viagem a Washington em março
No front político, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que uma viagem a Washington deve ocorrer na primeira semana de março, entrando no radar dos investidores como sinalização de agenda externa e diplomática.