
O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, a B3, tenta defender o patamr positivo durante o pregão desta terça-feira (6).
Por volta das 13h20 (horário de Brasília) o índice apresentava uma leve alta de
O dólar comercial seguia o mesmo sentido do Ibovespa, no entanto com mais firmeza, ao passo que sua valorização era de
O desempenho positivo do índice era sustentado, principalmente, pelas ações de duas gigantes do mercado: Vale (VALE3) e Petrobras (PETR4).
A mineradora avançava 1,13%, cotada a R$ 53,56, mantendo a trajetória de alta iniciada no pregão anterior — mesmo com os preços do minério de ferro permanecendo estáveis na Bolsa de Dalian, na China.
Já a Petrobras se beneficiava da recuperação nas cotações do petróleo tipo brent, que subia mais de 3% em Londres. Com isso, as ações preferenciais da estatal (PETR4) tinham alta de 1,99%, sendo negociadas a R$ 30,25, enquanto as ordinárias (PETR3) subiam 2,08%, a R$ 32,43.
Na outra ponta do mercado, os destaques negativos ficavam com Pão de Açúcar (PCAR3) e BB Seguridade (BBSE3), que registravam quedas após a divulgação de seus balanços do primeiro trimestre de 2025.
Ibovespa reage à aversão ao risco e dólar avança frente ao real
Mercado financeiro segui o dia com cautela, refletida na valorização do dólar frente ao real. A pressão sobre o real acompanhava o movimento global de aversão ao risco, que também afetava outras moedas emergentes: o dólar subia 0,30% em relação ao peso chileno e 0,33% ante o peso mexicano.
Enquanto isso, divisas consideradas mais estáveis e líquidas, como o euro e o iene, se fortaleciam diante da moeda norte-americana.
O comportamento dos mercados reflete a crescente incerteza em torno dos impactos econômicos da política comercial protecionista adotada pelo presidente Donald Trump.
Wall Street recua à espera da decisão do Fed sobre juros
Os mercados acionários dos EUA operavam em baixa nesta terça-feira, em meio à cautela generalizada dos investidores diante da aguardada decisão do Federal Reserve sobre a taxa básica de juros, prevista para ser anunciada na quarta-feira.
Segundo projeções da ferramenta FedWatch, do CME Group, a maior parte dos agentes do mercado espera que o banco central mantenha a taxa de juros na faixa atual, entre 4,25% e 4,50%. A incerteza, no entanto, continua pesando sobre o apetite por risco.
O movimento de alta que recentemente afastou as bolsas americanas de um mercado em baixa parece ter perdido fôlego, refletindo a ausência de progresso concreto nas negociações tarifárias entre os EUA e seus principais parceiros comerciais.
Michael Brown, da corretora Pepperstone, destacou o clima de instabilidade: “O lado positivo está sumindo em um mercado de ações acomodado em meio à incerteza comercial contínua e aos enormes riscos econômicos negativos que ainda não foram adequadamente descontados”.