Veja o resumo da noticia

  • Mercado financeiro digere IPCA de janeiro e aguarda falas de Haddad após Ibovespa atingir novo patamar, com leve ajuste inicial e dólar em alta.
  • IPCA de janeiro mantém Selic no radar, enquanto radar corporativo aguarda teleconferências e resultados de empresas como Suzano e TIM.
  • Petrobras divulga dados de produção e vendas, influenciando o mercado mesmo sem balanço completo, com foco no ritmo operacional.
  • Investidores observam relatórios de emprego e inflação nos EUA, que podem impactar juros, dólar global e fluxo para emergentes.
  • Governo avalia IOF sobre compra de criptoativos, com potencial impacto em corretoras, fintechs e investidores de varejo no setor.
Foto: CanvaPro / Ibovespa
Foto: CanvaPro / Ibovespa

Após o Ibovespa à vista encerrar acima dos 186 mil pontos pela primeira vez, o pregão desta terça-feira começa com o mercado em modo “digestão”: de um lado, investidores processam o IPCA de janeiro; de outro, calibram expectativas diante das falas do ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

Logo na abertura, o índice mostrava leve ajuste: o Ibovespa caía 0,05%, aos 186.155,96 pontos (dado preliminar). No câmbio, o dia abriu mais firme, com dólar comercial em alta de 0,34%, a R$ 5,205, em nova máxima da sessão.

IPCA em linha mantém Selic no radar

O IPCA subiu 0,33% em janeiro na comparação com dezembro, repetindo a variação do mês anterior. No acumulado de 12 meses, a inflação ficou em 4,44%. Reforçando a leitura de que o dado, sozinho, não muda o jogo, mas ajuda a orientar o próximo passo da política monetária.

Radar corporativo: teleconferências e resultados no after

No noticiário de empresas, o dia mistura teleconferências e balanços. Motiva (MOTV3) e BB Seguridade (BBSE3) fazem call pela manhã. Pois, depois do fechamento, saem números de Suzano (SUZB3) e TIM (TIMS3).

Além disso, a Petrobras (PETR4) divulga após o pregão dados de produção e vendas do quarto trimestre e do ano de 2025 — um item que pode mexer com o papel mesmo sem “balanço completo”, porque ajuda a ler ritmo operacional.

Exterior: emprego e inflação dos EUA voltam ao centro

Lá fora, o investidor volta a olhar para os relatórios mensais de emprego e inflação ao consumidor nos EUA, que foram adiados após a recente paralisação do governo por três dias. Esse combo é o tipo de gatilho que muda o tom de juros e dólar global, e, por tabela, influencia o fluxo para emergentes como o Brasil.

No radar político e regulatório: cripto e IOF

Outro tema que chama atenção na abertura é a informação de que o governo pode propor IOF de 3,5% sobre compra de criptoativos, segundo jornal. Se avançar, o assunto pode ter impacto em corretoras, fintechs e no apetite de investidores de varejo por produtos cripto.