O Ibovespa, pricipal índice do mercado acionário nacional, a B3, opera com ganhos durante o pregão desta quinta-feira (3), se descolando das perdas registradas nas bolsas internacionais.
Por volta das 12h30(horário de Brasília) o marcador apresentava leve ganhos de 0,02%, aos 131.215 pontos.
Já o dólar comercial seguia com um pregão mais amargo, ao passo que performava o sentido contráro do índice, com uma queda considerável de 0,98%, cotado a R$ 5,60.
Mercados reagem ao temor de recessão nos EUA, mas Ibovespa resiste
A queda do dólar e o recuo nas bolsas globais são reflexos da crescente preocupação de que as tarifas de Trump possam desencadear uma recessão nos EUA.
Tarifas mais altas podem elevar o custo de produtos importados para os EUA, impactando diretamente os preços de insumos usados na produção de bens e serviços, o que prejudicaria os lucros das empresas e agravaria a inflação no país.
No entanto, contrariando a tendência global, o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, se mantém estável acima dos 130 mil pontos.
Analistas apontam que as tarifas impostas ao Brasil, de 10%, foram significativamente menores do que as de outros países, o que contribui para uma percepção mais favorável em relação ao impacto da medida.
Além disso, as novas tarifas podem abrir novas oportunidades para os exportadores brasileiros, que poderão explorar novos mercados e aumentar sua participação no comércio internacional.
EUA
As bolsas de valores dos EUA enfrentaram fortes quedas Nesta quinta-feira (3), refletindo a crescente apreensão dos investidores após o anúncio de novas tarifas comerciais abrangentes feitas pelo presidente Donald Trump.
A medida gerou preocupações sobre o agravamento de uma guerra comercial total entre as potências econômicas, o que pode ter consequências drásticas não só para a economia americana, mas para o cenário global.
Com o aumento das tarifas, que afetariam produtos importados de diversos países, incluindo a China, analistas alertam para o risco de uma desaceleração econômica significativa.
A imposição dessas taxas pode elevar os custos de produção para muitas indústrias, resultando em preços mais altos para os consumidores e um possível enfraquecimento no crescimento econômico. Além disso, o aumento da tensão comercial pode reduzir a confiança dos investidores, levando a uma retração nos mercados financeiros.
Esse cenário, temido por muitos, poderia culminar em uma recessão global, afetando não só os EUA, mas também as economias interligadas ao comércio internacional. À medida que os mercados reagem negativamente a essas incertezas, a volatilidade deve continuar a ser um fator dominante nas bolsas nos próximos dias.
Cotação dos índices dos EUA:
Dow Jones: -3,05%
S&P 500: -3,54%
Nasdaq: -4,56%