O maior em 1 mês

Índice do medo nos EUA dispara mais de 30% após tarifaço

Desde a sessão do dia 21 de fevereiro, o VIX vinha valorizando de forma constante, após dados econômicos mais fracos dos EUA

Foto: Wall Street / CanvaPro
Foto: Wall Street / CanvaPro

O VIX (Volatility Index), conhecido como o índice do medo, dispara nesta quinta-feira (03), próximo às suas máximas no ano, aos 27,54 pontos, após o anúncio de tarifas universais de 10% pelo presidente dos EUA, Donald Trump

Na noite desta quarta-feira, o republicano anunciou ainda novas tarifas de importação a diversos países, em alguns casos as taxas beiram os 50% Com isso, por volta das 16h o indicador subia 38,03%, a 27,54 pontos.

O VIX mede o nível de volatilidade dentro da carteira teórica do índice S&P 500, que reúne as 500 ações mais relevantes listadas na bolsa de Nova York. 

Desde a sessão do dia 21 de fevereiro, o VIX vinha valorizando de forma constante, depois que foram divulgados dados mais fracos sobre a atividade econômica. 

Contudo, chegou a seu menor nível, o valor de 17 pontos, no final de março, repercutindo as possibilidades de acordo de paz entre Ucrânia e Rússia e também às indicações do Fed (Federal Reserve), que minimizou a fraqueza da economia.

Desde então, o índice do medo dos EUA passou a subir novamente, intensificando a partir da  guerra comercial de Trump, que elevou as incertezas em um cenário já nebuloso para a economia.

EUA: após tarifaço, Wall Street corta previsões para o PIB

Os EUA correm risco de cair em uma recessão ainda neste ano, ao passo que a inflação pode retornar aos níveis da pandemia de Covid-19 em reflexo às novas medidas tarifárias do governo de Donald Trump, alertaram economistas de Wall Street.

O republicano impôs elevadas tarifas sobre seus parceiros comerciais globais, especialmente para os países aliados da Ásia e a UE (União Europeia).

Considerando esse cenário, a Nomura Securities International cortou sua previsão de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) dos EUA para apenas 0,6% este ano. Ao mesmo tempo, o banco também aumentou sua previsão para uma medida-chave da inflação subjacente para 4,7%.

Por sua vez, os economistas do Barclays projetam uma contração do PIB de 0,1%, com uma visão um pouco mais otimista da inflação, um aumento de 3,7%, de acordo com o “Valor”. Além disso, eles também têm expectativa de que a taxa de desemprego suba até o final do ano.

Outro banco relevante no cenário, o Goldman Sachs, no início da semana, elevou a probabilidade de uma recessão nos EUA de 20% para 35% e que por isso prevê mais cortes de juros pelo Fed (Federal Reserve), citando as perturbações causadas pelas tarifas. 

O banco também reduziu a previsão de crescimento do PIB da maior economia do mundo este ano de 2% para 1,5%.