Banco Master
Fachada do Banco Master/ Foto: Divulgação

Influenciadores afirmam ter recebido propostas para questionar a liquidação do Master decretada pelo Banco Central. As abordagens miravam a difusão de vídeos nas redes sociais.

Segundo os relatos, a estratégia buscava repercutir uma reportagem do portal Metrópoles, publicada em 19 de dezembro. O texto citava despacho do TCU sobre possível precipitação do BC.

O vereador Rony Gabriel, do PL de Erechim (RS), contou que recebeu o contato em 20 de dezembro, via Instagram. Ele soma cerca de 1,4 milhão de seguidores. Além disso, Juliana Moreira Leite, conhecida como @jliemilk, também relatou abordagem semelhante. Ela possui público de tamanho equivalente nas redes.

No caso de Gabriel, a mensagem partiu de André Salvador, representante da UNLTD Brasil. Já Juliana recebeu contato de Junior Favoreto, do Portal Group Br. As mensagens tinham tom semelhante. Conforme o texto enviado, o grupo dizia atuar em um “gerenciamento de crise” para um grande executivo.

Além disso, os proponentes afirmavam travar uma disputa política “contra o sistema”. A narrativa incluía referências a esquerda e centrão.

Provas que sustentam o relato sobre o Master

O vereador apresentou documentos, mensagens e gravações para sustentar o relato. Nos materiais, a ação aparece como “Projeto DV”, em referência a Daniel Vorcaro, dono do Master.

Segundo Gabriel, houve promessa de remuneração milionária. No entanto, os detalhes só seriam revelados após a assinatura de um acordo de confidencialidade. O assessor Nathan Felipe assinou o documento em 27 de dezembro. No mesmo dia, participou de uma reunião virtual com os intermediários.

Durante o encontro, a reportagem do Metrópoles serviu como exemplo de conteúdo. A orientação era levantar dúvidas sobre a atuação do Banco Central. Por fim, os agentes ofereceram encontros presenciais em São Paulo para alinhar os vídeos. Ainda assim, nenhum dos influenciadores aceitou participar da campanha.

PF marca novos depoimentos no caso Master

Polícia Federal marcou uma nova rodada de depoimentos para avançar na investigação sobre suspeitas de crimes financeiros envolvendo o Banco Master e o BRB. Agora, os investigadores convocaram quatro executivos ligados às duas instituições.

O caso envolve uma suposta fraude bilionária. Segundo a apuração, a PF investiga a venda de carteiras de crédito consignado que podem ser falsas e que somam aproximadamente R$ 12 bilhões.

As oitivas devem ocorrer no fim de janeiro e, na sequência, no início de fevereiro. Com isso, os investigadores ganham mais algumas semanas para aprofundar a análise das provas já reunidas.