Nova composição

Itaú BBA aposta em 2 novas ações para a carteira do Ibovespa

A B3 - operadora da Bolsa brasileira - deve divulgar a primeira prévia da carteira do Ibovespa em 1 de abril, mas o Itaú BBA já faz apostas

Ibovespa
Foto: Divulgação/B3

Os especialistas do Itaú BBA acreditam que as ações da Direcional (DIRR3) e SmartFit (SMFT3) serão os novos papéis incluídos no próximo rebalanceamento da carteira teórica do Ibovespa. 

Por outro lado, o banco prevê que os papéis da São Martinho (SMTO3), LWSA (LWSA3) e Automob (AMOB3) serão excluídos do índice.

A B3 – operadora da Bolsa brasileira – deve divulgar a primeira prévia da carteira do Ibovespa em 1 de abril. Já a segunda e terceira versão estão previstas para os dias 15 e 30 do próximo mês. A nova carteira passa a valer a partir do dia 5 de maio.

Na visão do Itaú BBA, a Direcional e a SmartFit estão superando o limite do índice de negociabilidade estabelecido na metodologia do Ibovespa. 

“Nossas estimativas indicam um peso de 0,16% para Direcional e 0,31% para a rede de academias”, disse a equipe de analistas liderada por Daniel Gewehr.

Sobre a possível exclusão da São Martinho, Locaweb e Automob, o Itaú BBA afirmou que “seus índices de negociabilidade estão agora fora da zona de amortecimento da metodologia do índice. Para as duas primeiras, uma melhora relativa na liquidez poderia aumentar as chances das ações continuarem no índice”.

No caso da Automob, a observação do banco é que a ação está mais longe da zona de amortecimento e atualmente é negociada abaixo do valor nominal de R$ 1 por ação. 

“Isso poderia potencialmente classificá-la como uma penny stock (ativos cotados abaixo de R$ 1) pela metodologia da B3, o que também é um critério de exclusão”, destacam os analistas do banco.

Além disso, o papel da Copel (CPLE6) se aproxima do limite de inclusão no modelo do Itaú BBA e pode potencialmente aparecer nas prévias oficiais da B3, a depender de mudanças em sua negociabilidade no futuro.

O BBA também prevê mudanças com um aumento de peso para WEG (WEGE3).

Itaú BBA avalia as 5 ações mais atraentes e competitivas do Brasil

Uma análise dos indicadores sobre a vantagem competitiva das ações da América Latina foi realizada pelo Itaú BBA. O banco estudou a capacidade dos ativos geraram um ROIC (retorno sobre capital investido), e ROE (retorno sobre patrimônio líquido) superiores ao custo de capital próprio ao longo de um ciclo e a estabilidade da participação de mercado.

O resultado é que as ações que passaram pelo filtro do Itaú BBA apresentam um múltiplo de Preço/Lucro futuro médio de 11,8 vezes. Isso equivale a um prêmio em relação ao MSCI América Latina de 8,4 vezes. 

Porém, os ativos ainda são negociados com um desconto próximo a dois dígitos em relação à sua média histórica, segundo o “InfoMoney”.

Segundo o relatório do Itaú BBA, as métricas de retorno oferecidas por essas empresas são superiores e tem uma avaliação ajustada ao crescimento atrativo de PEG (P/L ajustado ao crescimento dos lucros da empresa) médio de 1 vez.

Nesse contexto, o banco destacou entre as cinco ações brasileiras: o Banco do Brasil (BBAS3), a WEG (WEGE3), o BTG Pactual (BPAC11), a Equatorial (EQTL3) e a Cury (CURY3).

Já no caso dos ativos estrangeiros, os destaques foram Coca-Cola Femsa, Banco de Chile, Credicorp, OMA e Mercado Livre (MELI34).