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Mercados dos EUA perdem US$ 5,4 tri com a guerra comercial

O S&P 500, um dos índices dos EUA, fechou com queda de 6% nesta sexta-feira (4), após uma queda de 4,8% no dia anterior

EUA/ Foto: Freepik
EUA/ Foto: Freepik

Após a imposição de tarifas pelo presidente Donald Trump, os mercados de ações dos EUA sofreram perdas de US$ 5,4 trilhões em dois dias. As medidas do republicano inspiraram uma retaliação da China, o que intensificou os temores de uma guerra comercial e de uma recessão global. 

O índice S&P 500 fechou com queda de 6% nesta sexta-feira (4), após uma queda de 4,8% no dia anterior, marcando a maior queda semanal desde o início da pandemia.

Nesse ambiente, as ações de tecnologia, incluindo as big techs, também sofreram fortes tombos, o que levou o índice Nasdaq Composite a entrar no chamado território “bear market”, com uma queda superior a 20% desde seu pico em dezembro.

Porém, as perdas acentuadas não pegaram apenas os mercados dos EUA, pois na Europa, o índice Stoxx 600 caiu 8,4% na semana, enquanto o FTSE 100 do Reino Unido registrou uma queda de 7%. Já o índice MSCI da Ásia também teve uma queda de 4,5%, segundo o “InfoMoney”.

EUA: ‘Índice do medo’ dispara 50% com guerra comercial

No pregão desta sexta-feira (4), o Índice de Volatilidade VIX, conhecido como o “índice do medo”, disparou 50,90%, aos US$ 44,50. A alta veio após a China retaliar as tarifas de Donald Trump, presidente dos EUA, o que refletiu a escalada dos temores de uma guerra comercial.

O índice do medo chegou a seu maior patamar desde março de 2020, na pandemia. Sua maior pontuação foi registrada na crise de 2008, quando fechou em 80,86 pontos.

No começo desta semana, Trump anunciou que aplicará uma tarifa de pelo menos 10% a todos os exportadores para os EUA. No caso da China, a taxação foi de 34%, o que levou o governo asiático a rebater com tarifas adicionais de 34% sobre os produtos norte-americanos nesta sexta-feira (4).

A projeção é que as tarifas recíprocas adotadas pela Casa Branca podem reduzir o PIB global entre 0,5% e 0,7% este ano e causar um “choque estagflacionário” nos EUA. Esse cenário poderia elevar a inflação em 1,5 ponto porcentual e fazendo o PIB cair de 1% a 1,5% em 2025, calculou o BofA (Bank of America).