Veja o resumo da noticia
- Metais preciosos registram forte queda, com destaque para o tombo histórico da prata e expressiva baixa do ouro, impactados por diversos fatores.
- Indicação de Kevin Warsh para o Federal Reserve e dados de inflação nos EUA alteram expectativas sobre futuros cortes de juros.
- Fortalecimento do dólar americano intensifica a pressão sobre os metais preciosos, influenciando a realização de lucros por investidores.
- Platina e paládio também sofrem perdas significativas, revertendo ganhos anteriores e indicando um período de correção no mercado.

Os metais preciosos despencaram nesta sexta-feira (30). O ouro registrou queda de 11,38%, fechando a US$ 4.745,10 por onça-troy. Essa foi a maior queda porcentual desde 2016. Além disso, a prata derreteu impressionantes 31,37%.
Prata tem tombo recorde
A prata para março terminou o dia a US$ 78,53 por onça-troy. Portanto, o metal acumulou perda superior a 30%.
Essa queda representa o maior tombo em um único dia desde 2008. Consequentemente, investidores correram para sair das posições.
Dois fatores principais derrubaram os metais preciosos hoje. Primeiro, a indicação de Kevin Warsh para o Federal Reserve.
Segundo, dados fortes de inflação ao produtor nos Estados Unidos. Assim, as expectativas de corte de juros diminuíram drasticamente.
Quem é Kevin Warsh
Warsh é visto como um nome mais conservador para o Fed. Portanto, o mercado espera postura menos favorável a cortes de juros.
“Warsh não se comprometeu a reduzir as taxas de juros”, afirmou Donald Trump. Assim, o presidente americano sinalizou postura cautelosa.
Trump ainda completou: “Conversarei com ele sobre isso, pois ele quer reduzi-las”. Porém, não haverá pressão da Casa Branca.
Dólar forte pressiona metais
O fortalecimento do dólar contribuiu para o tombo. Consequentemente, os investidores realizaram lucros acumulados nas últimas semanas.
Metais preciosos geralmente caem quando o dólar sobe. Isso ocorre porque ficam mais caros para compradores estrangeiros.
Os dados de inflação ao produtor vieram acima do esperado. Portanto, os preços cobrados por produtores americanos subiram em dezembro.
Essa surpresa inflacionária reforçou apostas de juros altos por mais tempo. Assim, o Fed deve manter cautela antes de cortar taxas.
Na semana, o ouro perdeu 4,71% e a prata caiu 22,5%. Apesar disso, ambos acumulam ganhos no mês.
O ouro subiu 9,30% em janeiro. Já a prata avançou 11,23% no período.
Quando o Fed cortará juros?
Junho segue como mês mais provável para cortes. Essa é a projeção da ferramenta de monitoramento do CME Group.
Porém, a indicação de Warsh trouxe mais incerteza. Consequentemente, analistas revisam suas expectativas.
Os preços podem cair tão rápido quanto sobem. Esse movimento de hoje comprova essa volatilidade.
A consultoria espera ouro mais baixo até o fim do ano. Assim, os preços atuais não se sustentariam.
Outros metais também tombam
A platina para abril despencou 19%. Dessa forma, chegou a US$ 2.121,60 por onça-troy.
O metal devolvia ganhos que o levaram a máximas históricas. Além disso, o paládio caiu 15,62%, fechando a US$ 1.703,10.
Investidores correram para embolsar ganhos recentes. Portanto, a liquidação se intensificou ao longo do dia.
O movimento mostra a fragilidade das altas recentes. Consequentemente, metais preciosos enfrentam período de correção.