Disputa

Mounjaro, concorrente do Ozempic, chega ao Brasil em junho

A caneta foi aprovada para uso pela Anvisa em 2023, mas ainda não era vendida no Brasil

Fonte: Divulgação
Fonte: Divulgação

O Mounjaro, medicamento para diabetes e principal concorrente do Ozempic será lançado no Brasil em sete de junho. O anúncio foi feito pela farmacêutica Eli Lilly, dona do medicamento, nesta quarta-feira (19).

A caneta foi aprovada para uso pela Anvisa em 2023, mas ainda não era vendida no Brasil. Informações disponibilizadas pela CMED indicaram que o preço médio do medicamento pode variar entre R$1.135,37 (referente a embalagem com 5 mg por ml com duas injeções) e R$4.077.12 (dosagem de 30 mg por ml em com quatro injeções).

Os preços, no entanto, podem sofrer alteração. O valor varia de acordo com a quantidade de aplicação comprada e da alíquota de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias) vigente em cada estado. As informações são do portal Meio e Mensagem.

Até o momento, brasileiros só conseguiram acessar o medicamento via importação, que tem autorização pela Anvisa. Contudo, sua utilização está reservada para tratamentos de até 6 meses. A anvisa aprovou o tratamento do Mounjaro apenas para tratamento de diabetes tipo 2.

Guerra das canetas

Em 2026, está prevista  o fim da patente da semaglutida, componente principal do Ozempic. A queda permitirá que concorrentes criem suas próprias versões de medicamentos e baratear o valor de compra para os consumidores.

Uma das empresas que anunciou interesse na quebra da patente é a Cimed, que já planeja criar sua própria versão da caneta. “A corrida da caneta não é só da Cimed, é de todas as farmas. Aproveitamos todo o nosso branding e pensamos por que não lançar a caneta amarela?”, explicou.

Ozempic e Wegovy são propulsores para escalada de emprego na Dinamarca

A disparada de vendas de Wgovy e Ozempic transformou a dinamarquesa Novo Nordisk em uma das empresas mais valiosas da Europa. A farmacêutica divulgou seus lucros no início de fevereiro, os dados indicaram crescimento de 22% atingindo US$17,8 bilhões.

O sucesso da empresa também alavancou a economia dinamarquesa, que ostenta um dos maiores percentuais de crescimento da Europa. O efeito cascata da demanda mundial pelos medicamentos tem criado novos empregos e até reduzido taxas de financiamento imobiliário na região. As informações são do jornal Folha de SP.

A empresa fez um dos maiores investimentos da história da economia dinamarquesa na cidade portuária de Kalundborg. A pequena comunidade de 17 mil habitantes agora é sede das fábricas da companhia que produzem metade da insulina e semaglutida do mundo.