Após uma sequência de altas históricas, o ouro vem acumulando baixas. Envolto na ansiedade sobre o impacto das tarifas norte-americanas, o metal caia a 2,3% as 13h50 (horário de Brasília) na bolsa CFD nesta sexta-feira (04). Uma extensão da queda da sessão anterior, indicando que investidores estão se livrando de ativos.
Nicky Shiels, chefe de pesquisa e estratégia de metais da MKS Pamp SA afirmou que há uma destruição severa de riqueza com uma queda histórica no valor de mercado das ações dos EUA. “O ouro, apesar de ter se mantido como um refúgio sólido recentemente, simplesmente não está imune a essa grande reação de risco”, observou.
Os investidores apostam na queda da taxa de juros pelo Fed e os títulos públicos dos EUA estão se beneficiando da incerteza global de forma mais vantajosa que o ativo.
O metal precioso subiu quase 16% este ano, após uma corrida feroz em 2024, que foi amplamente impulsionada por compras massivas de bancos centrais, demanda robusta na Ásia e afrouxamento monetário do Federal Reserve.
Ouro bate recorde com demanda por ativos seguros antes de ‘tarifaço’
Os contratos futuros do ouro fecharam em alta nesta quarta-feira (2), com o mercado na expectativa para o anúncio, após o fechamento das negociações, do pacote de tarifas do presidente norte-americano Donald Trump. A medida tem gerado preocupações e aumentado a volatilidade dos ativos.
Na Comex, divisão de metais da Nymex (New York Mercantile Exchange), o ouro para entrega em junho subiu 0,64%, sendo negociado a US$ 3.166,20 por onça-troy, renovando seu recorde de fechamento.
O metal precioso acumula alta de 17% no ano, impulsionado pela busca dos investidores por um refúgio diante da instabilidade gerada pelos planos do republicano, segundo o Valor.
‘Guerra comercial’ faz investidores buscarem refúgio além do ouro
Com o avanço dos conflitos, ou da chamada “guerra comercial” envolvendo os EUA, muitos investidores têm buscado alternativas para se proteger. As aplicações mais comuns são em ouro, mas analistas apontam que há outros ativos que podem trazer esse “respiro”.
Dentre as opções que podem ser atrativas estão os títulos do Tesouro dos EUA de longo prazo, pois são considerados investimentos de baixo risco e oferecem proteção em períodos de incerteza econômica.