Petrobras (PETR3; PETR4)
Petrobras / Foto: Divulgação

A leitura técnica de PETR4 continua marcada por indefinição no preço. Na avaliação de Fabrício Lorenz, analista técnico, a Petrobras segue “numa grande lateralização desde abril de 2025” e, por isso, “basicamente, ela não consegue produzir grandes movimentos”.

Esse tipo de estrutura costuma exigir mais critério do investidor. “Na prática, lateralizações são difíceis de serem operadas”, disse Lorenz. Segundo ele, ao longo do período houve “várias tentativas da Petrobras entrar numa tendência de alta e todas elas falharam”.

PETR4 em lateralização desde abril de 2025

Mesmo com uma variação que, no retrovisor, pode sugerir ganho entre o topo e a máxima da faixa, Lorenz reforça que o ponto central está na execução do trade dentro do “encaixote”. “Isso é olhando do retrovisor”, afirmou, ao comentar que a movimentação parece mais clara quando se observa apenas o passado.

Assim, o foco passa a ser onde o preço reage, e onde ele trava.

Suporte de PETR4 em R$ 28 e resistência em R$ 32

Para o analista, o papel está “encaixotado entre os R$ 28,00 e R$ 32,00”. Do lado de cima, Lorenz destacou a região de R$ 32,00 como resistência, citando que o preço “bateu na resistência dos R$ 32,00”.

Do lado de baixo, a referência é o suporte em R$ 28,00. “O mais provável agora é que ela venha testar o suporte ali na faixa dos R$ 28,00”, disse.

Tendência de baixa no gráfico diário desde meados de novembro

Além da lateralização maior, Lorenz chamou atenção para o recorte mais recente. “Desde a metade de novembro até agora, nós temos a Petro, bem verdade, tecnicamente falando pelo gráfico diário, uma tendência de baixa”, afirmou.

Com isso, a expectativa do analista é de teste do suporte. A partir daí, o que importa é o sinal que vier depois.

Quando pensar em compra: sinal de reversão perto de R$ 28

Lorenz indicou um cenário possível caso o preço alcance a região de suporte e entregue reação. “Caso ela venha, de fato, cair até os R$ 28,00 e produzir algum sinal de reversão, até a gente poderia pensar numa compra vislumbrando mais uma vez a Petrobras indo lá testar os R$ 32,00”, disse.

Ainda assim, ele separa “possibilidade” de “posicionamento”, sugerindo que a decisão depende do tipo de estratégia e do gatilho no gráfico.

Rompimento de R$ 32 pode destravar o movimento, diz analista

Para quem busca uma operação com confirmação, Lorenz deixou um ponto objetivo: “Para a gente ter realmente um trade… eu aguardaria o rompimento dos R$ 32,00, olhando, neste momento, o gráfico semanal”.

Já para um perfil mais agressivo, ele elevou a régua do rompimento no curto prazo: “Se a pessoa quiser ser um pouquinho mais agressiva… o patamar ideal seria o rompimento dos R$ 32,50”.

No fim, o mapa fica claro: enquanto o preço respeitar a faixa, o investidor tende a alternar entre paciência e gatilhos bem definidos. Em suma, por ora, a bússola segue nos níveis técnicos de PETR4.