Produção da Opep+

Petróleo cai mais de 6%, a maior queda em 3 anos

Os preços internacionais do petróleo reagiram ao anuncio do tarifaço de Donald Trump e também à decisão da Opep+ em aumentar a produção

Foto: Petróleo/CanvaPro
Foto: Petróleo/CanvaPro

Na sessão desta quinta-feira (3), com o mercado financeiro digerindo as novas medidas tarifárias de Donald Trump e também o acordo da Opep+ para aumentar a produção de petróleo, os preços da commodity despencaram mais de 6%, registrando sua maior perda percentual desde 2022.

Os futuros do Brent – referência global – fecharam a US$70,14 por barril, uma queda de US$4,81, ou 6,42%. Já os contratos futuros do petróleo WTI – referência dos EUA – terminaram em US$66,95 por barril, uma queda de US$4,76, ou 6,64%.

O petróleo Brent caminhava para registar sua maior queda percentual desde 1º de agosto de 2022, e o WTI a maior desde 11 de julho de 2022.

No caso do efeito da Opep+, os países que integram o bloco fizeram uma reunião de ministros nesta quinta-feira, quando concordaram em avançar com seu plano de aumento da produção de petróleo. 

A partir de agora, o bloco buscará devolver 411.000 barris de petróleo por dia ao mercado em maio, acima dos 135.000 bpd inicialmente planejados.

Os preços do petróleo já estavam sendo negociados cerca de 4% mais baixos antes da reunião, com os investidores preocupados com a possibilidade de as tarifas de Trump aumentarem uma guerra comercial global, reduzirem o crescimento econômico e limitarem a demanda por combustível.

Petróleo: produção brasileira deve crescer 29% até 2028

A produção brasileira de petróleo e gás natural em campos terrestres (onshore) deverá crescer 29% até 2028 em relação a 2024, alcançando 300.271 barris de óleo equivalente por dia (boed). A informação foi divulgada pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) nesta quarta-feira (2), com base em dados enviados pelas empresas.

Para 2025, a produção terrestre do Brasil deve atingir 242.276 boed, representando um aumento de 4,3% em relação a 2024.

Segundo a ANP, a projeção reflete o impacto positivo de medidas regulatórias que vêm sendo implementadas para reverter a tendência de declínio observada nos últimos anos. Em 2022, a produção chegou ao patamar mínimo de 206.792 boed.

Além disso, a agência destacou o plano bilionário de desinvestimento da Petrobras (PETR4), realizado em anos anteriores. Esse movimento resultou na entrada de novos operadores no onshore, diversificando o segmento e atraindo investimentos. Atualmente, segundo o InfoMoney, há mais de 50 empresas independentes operando em terra.