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Petróleo fecha quase estável influenciado por trégua entre Rússia e Ucrânia

Os contratos futuros do Brent avançaram 0,03%, a US$ 73,02 por barril. O petróleo WTI recuou 0,16%, a US$ 69,00

UBS avalia preço do petróleo
Petróleo / Foto: Freepik

Os preços do petróleo fecharam quase estáveis nesta terça-feira (25), à medida que uma trégua entre Rússia e Ucrânia compensou preocupações com uma oferta global mais restrita devido à ameaça de tarifas dos EUA sobre os países que compram a produção venezuelana.

Os contratos futuros do petróleo tipo Brent avançaram 0,03%, a US$ 73,02 por barril. O petróleo WTI dos EUA recuou 0,16%, a US$ 69,00.

Os EUA fecharam um acordo com a Ucrânia e a Rússia para interromper os ataques no mar contra alvos energéticos, com Washington concordando em pressionar pela suspensão de algumas sanções contra Moscou.

Moscou e Kiev afirmaram que confiariam em Washington para fazer cumprir os acordos, ao mesmo tempo em que expressaram ceticismo sobre o cumprimento da outra parte.

“Se houver um cessar-fogo entre Rússia e Ucrânia, isso poderá abrir a porta para a redução das sanções contra o petróleo russo”, disse Phil Flynn, analista sênior do Price Futures Group, de acordo com o Investing.

A ameaça de Trump de impor tarifas contra os países que importam petróleo e gás da Venezuela aumentou as preocupações com a oferta. Ambos os índices de referência subiram mais de 1% na segunda-feira (24) após o anúncio.

Trump: EUA vão tarifar países que compram petróleo da Venezuela

O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou na segunda-feira (24), que qualquer país que compre petróleo ou gás da Venezuela pagará uma tarifa de 25% sobre as negociações feitas com os americanos. A afirmação foi feita em sua rede social ‘Truth’, e a tarifa secundária entrará em vigor em dois de abril.

Trump afirmou que a Venezuela enviou milhares de criminosos ao país do republicano e que o governo latino-americano tem sido hostil aos EUA e às liberdades defendidas pelo mesmo. A ameaça, semelhante a uma sanção econômica sobre o petróleo, afeta particularmente a China, uma grande compradora de petróleo do país sul-americano.

“Qualquer país que compre petróleo e/ou gás da Venezuela será forçado a pagar uma tarifa de 25% aos Estados Unidos em qualquer comércio que fizer com nosso país. Toda a documentação será assinada e registrada, e a tarifa entrará em vigor em 2 de abril de 2025, dia da libertação na américa”, escreveu Trump.