Guerra comercial

Petróleo tomba 8% com retaliação da China a tarifas

Os contratos futuros do Brent caíam US$4,75, ou 6,77%, para US$65,39 por barril perto das 9h40 (horário de Brasília)

Fonte: Unsplash
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O petróleo caminha para seu menor fechamento desde a pandemia no pregão desta sexta-feira (04). A commoditie despencava 8% as 9h (horário de Brasília) na bolsa de LCO. O comportamento é justificado pela retaliação da China as tarifas impostas pelos EUA nesta semana.

Os contratos futuros do Brent caíam US$4,75, ou 6,77%, para US$65,39 por barril perto das 9h40 (horário de Brasília). Os futuros do petróleo bruto dos EUA (WTI) perdiam US$4,91, ou 7,33%, para US$62,04.

Pequim anunciou que irá impor tarifas adicionais de 34% sobre todos os produtos norte-americanos a partir de 10 de abril. Países de todo o mundo preparam respostas após o presidente norte-americano elevar as taxas de importação em mais de um século, levando um efeito dominó de desvalorização nos mercados financeiros.

Em entrevista ao portal InfoMoney, Ole Hansen, chefe de estratégias do Saxo Bank afirma que a resposta chinesa as tarifas de Trump confirma a tese de que estamos a caminho de uma guerra comercial. “uma guerra que não tem vencedores e que prejudicará o crescimento econômico e a demanda por commodities importantes, como petróleo bruto e produtos refinados”, disse.

Vitor Agnello, analista da CM Capital, relara como essa resposta afeta as empresas brasileiras: “Por conta desse receio de recessão global, o petróleo sente muito, pois uma desaceleração mundial significa menos demanda global pela commodity. Isso faz com que alguns ativos brasileiros sangrem muito”.

Ativos em queda

As principais empresas de exploração de petróleo e seus derivados apresentavam baixas na véspera. As 11h26, a Prio registrava baixa de 9,43%, seguida pela Petrobras com desvalorização de 4,78%.  O Bradesco BBI aponta a má situação do petróleo com a confirmação de uma guerra comercial.

Na quinta-feira (3), a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados, que são liderados pela Rússia, (Opep+) decidiu avançar com o plano de eliminar gradualmente os cortes na produção de petróleo a partir de maio. O fato foi considerado surpresa para o mercado.