Veja o resumo da noticia

  • Agenda econômica global com foco na Europa e EUA: PIB da Zona do Euro, IPP americano e PMI de Chicago influenciam expectativas do mercado.
  • Brasil divulga indicadores importantes: IGP-M, Relatório de Política Fiscal, taxa de desemprego e dados do Caged impactam o cenário interno.
  • Mercado financeiro aguarda anúncio do novo chair do Federal Reserve, com Kevin Warsh sendo o nome mais cotado para a presidência.
  • Expectativa pelo anúncio do Fed gera cautela nos mercados globais, refletida na estabilidade das bolsas e avanço do dólar.
Foto: Freepik
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A sexta-feira (30) encerra a semana com uma agenda intensa no Brasil e no exterior. Os dados envolvem atividade econômica, emprego e inflação. Além disso, o mercado acompanha um fator político que pode mexer com os ativos globais: o anúncio do novo chair do Federal Reserve.

Europa e EUA abrem a agenda do dia

Às 7h, sai o PIB da Zona do Euro do quarto trimestre. O então dado mede o fôlego da economia europeia em um ambiente ainda pressionado por juros elevados.

Na sequência, os Estados Unidos entram no radar:

  • 10h30IPP de dezembro, inflação ao produtor observada de perto pelo Fed
  • 11h45PMI de Chicago de janeiro, indicador da atividade industrial

Esses números ajudam o mercado a ajustar expectativas sobre a política monetária americana.

Brasil divulga preços, emprego e dados fiscais

No cenário doméstico, a agenda também é carregada. Logo cedo, às 8h, sai o IGP-M de janeiro, índice relevante para contratos e reajustes.

Às 8h30, o Banco Central publica o Relatório de Política Fiscal, que pode influenciar a leitura sobre dívida e cumprimento das metas.

Depois disso, às 9h, o IBGE divulga a taxa de desemprego do quarto trimestre. Já às 14h30, o destaque é o Caged de dezembro, com o saldo de empregos formais.

Mercado aguarda anúncio do novo chair do Fed

O pano de fundo do dia segue sendo político-monetário. O presidente Donald Trump afirmou que deve anunciar nesta sexta-feira o novo presidente do Federal Reserve.

O nome mais citado é Kevin Warsh, ex-diretor do Fed. Ele é visto como favorável a juros mais baixos. Ainda assim, o mercado o considera uma opção menos radical do que outros nomes ventilados.

No site de previsões Polymarket, a probabilidade implícita de Warsh ser o escolhido saltou de 35% para 94% ao longo do dia. O movimento reforçou a expectativa de um anúncio iminente.

Clima de cautela nos mercados globais

Enquanto o anúncio não ocorre, o tom nos mercados é de espera. As bolsas globais operam próximas da estabilidade. Em contrapartida, o dólar e os rendimentos dos Treasuries avançam, refletindo cautela.

O investidor segue calibrando posições diante da combinação entre dados econômicos relevantes e incertezas sobre a condução futura da política monetária nos Estados Unidos.