Imagem horizontal e realista que ilustra a abertura de capital do PicPay nos Estados Unidos. A cena mostra a fachada da Bolsa de Valores de Nova York (NYSE) com bandeiras americanas e um painel digital exibindo o logo do PicPay, simbolizando o IPO da fintech brasileira no mercado norte-americano. Ao fundo, o skyline de Nova York e a Estátua da Liberdade reforçam o contexto internacional, enquanto elementos gráficos sutis de alta representam o objetivo de captação de US$ 500 milhões. A composição visual comunica expansão global, mercado financeiro e crescimento do PicPay.

O PicPay deu o primeiro passo para estrear na Nasdaq. A fintech da família Batista protocolou seu pedido de IPO junto à SEC americana. Além disso, já garantiu um investidor de peso para ancorar a operação.

A Bicycle Management, gestora do ex-SoftBank Marcelo Claure, sinalizou interesse em investir US$ 75 milhões. Esse compromisso antecipado demonstra confiança no modelo de negócios da plataforma. Consequentemente, fortalece as chances de sucesso da oferta.

A empresa pretende captar cerca de US$ 500 milhões. Todo o recurso será destinado ao caixa da companhia. Ou seja, não haverá venda de ações pelos controladores atuais.

Os números recentes impressionam. Nos nove primeiros meses de 2025, a receita atingiu R$ 7,3 bilhões. Isso representa crescimento de 92% no comparativo anual. Enquanto isso, o lucro líquido chegou a R$ 314 milhões.

A plataforma conta hoje com 66 milhões de usuários, ele oferece desde pagamentos digitais até crédito e seguros. Portanto, concorre diretamente com Nubank (ROXO34)  e  Inter (INBR32).

Vale lembrar que esta é a segunda tentativa. Em 2021, o PicPay cancelou um IPO similar. Na época, a alta dos juros deteriorou o cenário macroeconômico. Assim, a J&F precisou fazer uma reestruturação financeira profunda.

Desde 2023, o grupo reorganizou suas operações financeiras. A família Batista migrou clientes do Banco Original para o PicPay. Ademais, injetou centenas de milhões em aportes de capital.

A precificação deve ocorrer no fim de janeiro. Se concretizada, a operação reabre uma janela importante. Afinal, poucas empresas brasileiras acessaram o mercado americano desde 2021.

O controle permanecerá com os Batista. A estrutura prevê duas classes de ações. As ações Classe A terão um voto cada. Entretanto, as ações Classe B darão dez votos por papel.