Imagem conceitual sobre a agenda econômica, com destaque para os principais indicadores que movimentam os mercados: IPCA, Selic e dados globais. A cena apresenta gráficos de barras e de linha, uma tabela de indicadores e um mapa-múndi ao fundo com uma seta crescente, simbolizando o impacto da inflação, da política monetária e dos fatores internacionais no cenário financeiro. Ideal para ilustrar matérias, relatórios e conteúdos analíticos sobre a agenda econômica do Brasil e do mundo.
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Mesmo com parte dos investidores ainda retomando o ritmo após as festas de fim de ano, ainda assim a semana de 5 a 9 de janeiro promete ser movimentada nos mercados do Brasil e dos EUA, diante de uma agenda carregada de indicadores econômicos e eventos relevantes.

Brasil: leilões do Tesouro e inflação no foco

No mercado doméstico, o Tesouro Nacional volta a atuar com força. Na terça, o Tesouro leiloa LFTs e NTN-Bs; na quinta, oferece prefixados, com a estreia de novo vértice na curva de NTN-Fs.

No campo dos indicadores, dois dados concentram as atenções. Por um lado, a produção industrial de novembro, divulgada na quinta-feira, deve ajudar a medir o fôlego da atividade no fim de 2025. Além disso, o IPCA de dezembro, divulgado ao longo da semana, é crucial para avaliar a dinâmica da inflação e ajustar as expectativas sobre o rumo da Selic em 2026

Estados Unidos: mercado de trabalho no centro das atenções

Nos EUA, o destaque da semana é o mercado de trabalho, peça-chave para as decisões do Federal Reserve.

Na quarta-feira, a ADP divulga os dados de criação de empregos no setor privado referentes a dezembro, junto com o relatório Jolts, que mostra a abertura de vagas em novembro. Em seguida, na sexta-feira, o destaque fica para o payroll oficial de dezembro, um dos indicadores mais relevantes para os mercados globais.

Atividade global também entra no radar

Ao longo da semana, investidores também acompanham indicadores de atividade. Nos EUA, por exemplo, saem os índices do Institute for Supply Management (ISM) da indústria, na segunda-feira, e de serviços, na quarta-feira.

No cenário internacional, os PMIs da zona do euro e da China devem influenciar o humor dos mercados ao sinalizar o ritmo das principais economias globais no início de 2026.

Com a combinação de inflação, atividade, emprego e política monetária, a semana tende a ser decisiva para calibrar expectativas e estratégias dos investidores.