Veja o resumo da noticia

  • SNEL11 surge como opção no mercado, focando em usinas solares operacionais e combinando estabilidade do setor elétrico e benefícios tributários.
  • O fundo adquire usinas solares já em operação e as aluga por meio de contratos de fornecimento de energia de longo prazo para grandes empresas.
  • Empresas buscam reduzir custos, cumprir metas ESG e garantir previsibilidade, optando por contratos de longo prazo com o fundo SNEL11.
  • Crescimento do SNEL11 impulsionado por captações e planos de expansão para diversos estados, visando ampliar o portfólio de usinas.
  • A estrutura de FII do SNEL11 proporciona eficiência fiscal, isentando de IR corporativo, PIS, Cofins e CSLL sobre a receita operacional.
  • SNEL11 oferece dividendos mensais atrativos, impulsionados pela eficiência tributária, contratos longos e desempenho operacional das usinas.
  • Energia solar apresenta baixa correlação com o ciclo econômico, atenuando a volatilidade e oferecendo relação favorável entre risco e retorno.
SNEL11
Energia solar/Foto: Freepik

O mercado de capitais brasileiro ganhou um novo protagonista na disputa por renda previsível. O SNEL11, fundo imobiliário focado em energia solar, propõe um modelo que troca shoppings e galpões por usinas solares operacionais, combinando a estabilidade do setor elétrico com a eficiência tributária dos FIIs.

Por isso, o resultado chama atenção: dividendos mensais, contratos longos e exposição direta à transição energética.

A lógica do SNEL11 é tratar energia como “tijolo”. Em vez de comprar imóveis tradicionais, o fundo adquire usinas solares prontas e em operação e as “aluga” por meio de contratos de fornecimento de energia de longo prazo.
Funciona como um FII clássico:

  • painéis solares substituem apartamentos;
  • empresas entram no lugar de famílias;
  • contratos energéticos fazem o papel do aluguel.

Além disso, ao focar em ativos já operacionais, o fundo reduz riscos de engenharia, licenciamento e construção, priorizando geração imediata de caixa.

Quem paga a renda: grandes empresas consumidoras de energia

Os inquilinos do SNEL11 são companhias com alto consumo energético, interessadas em reduzir custos, cumprir metas ESG e garantir previsibilidade.

Em vez de investir bilhões em usinas próprias, optam por contratos longos com o fundo. Essa receita recorrente sustenta os rendimentos mensais aos cotistas.

Snel11 cresce rápido e ganha escala

Um dos casos mais citados do segmento é o SNL11, apontado como pioneiro em energia sustentável. Em uma oferta recente, o fundo captou cerca de R$ 622 milhões, elevando o valor de mercado para ~R$ 950 milhões. Em pouco mais de um ano, multiplicou o tamanho quase cinco vezes.

O plano é ampliar o portfólio de usinas e fortalecer a presença em Rio de Janeiro e São Paulo, além de avançar para Bahia, Mato Grosso e Distrito Federal.

O coração da tese do SNEL11 é fiscal. Como fundo imobiliário, não há incidência de IR corporativo, PIS, Cofins ou CSLL sobre a receita operacional. Na prática, mais caixa chega ao cotista.

Esse diferencial ganha peso em um cenário de debate sobre tributação de dividendos de ações, o que tende a tornar os FIIs ainda mais competitivos para quem busca renda.

Dividendos mensais do SNEL11 superam 13%

Nos últimos 12 meses, o fundo distribuiu cerca de R$ 1,20 por cota, equivalente a dividend yield acima de 13%. O patamar decorre de:

  • eficiência tributária;
  • contratos longos com empresas sólidas;
  • boa performance operacional das usinas.

Enquanto isso, grandes elétricas viram o yield encolher após valorizações das ações.

O ritmo acelerado levanta dúvidas sobre execução. A resposta do fundo é escala como mitigador de risco: dezenas de usinas em mais de sete estados e múltiplos inquilinos diluem impactos pontuais. Dessa forma, a escala também reduz custos e melhora o poder de barganha na compra de ativos.

Baixa correlação e papel na carteira

Diferente de shoppings e lajes corporativas, a energia é consumida independentemente do ciclo econômico.

Isso confere baixa correlação com o mercado tradicional e tende a suavizar a volatilidade. Sendo assim, indicadores como Sharpe apontam relação favorável entre retorno e risco para investidores de renda.

  • Snel11: renda mensal previsível, eficiência fiscal e exposição direta à transição energética.
  • Ações de elétricas: maior liquidez, escala e histórico de valorização no longo prazo.

A escolha é estratégica e pode ser complementar na carteira. A transição para uma matriz mais limpa é irreversível. Portanto, à medida que a demanda cresce, a infraestrutura solar ganha valor estratégico.

Em suma, o desafio do mercado será precificar corretamente esses ativos e equilibrar o novo modelo de renda via infraestrutura com o papel histórico das grandes elétricas.