
O Senado dos EUA deve analisar nesta quinta-feira uma resolução que pode restringir novas ações militares do governo americano contra a Venezuela, exigindo autorização prévia do Congresso. A iniciativa surge poucos dias após forças dos EUA capturarem o presidente venezuelano, Nicolás Maduro.
Defensores da proposta afirmam que a votação tende a ser apertada, em um cenário de divisão dentro do próprio Partido Republicano.
Congresso dos EUA discute limites à ação militar
A resolução é mais um capítulo de uma série de iniciativas legislativas apresentadas desde que o governo do presidente Donald Trump intensificou a pressão militar sobre a Venezuela.
Até agora, os republicanos conseguiram bloquear todas as tentativas de limitar formalmente a atuação do Executivo. No entanto, a margem tem diminuído. Na votação mais recente, realizada em novembro, o placar foi de 49 votos a 51, após dois senadores republicanos se unirem aos democratas em apoio à resolução.
Acusações de quebra de confiança após captura de Maduro
Durante o debate anterior, integrantes do governo afirmaram aos parlamentares que não havia planos de mudança de regime nem de ataques diretos ao território venezuelano. A captura de Maduro, porém, alterou o clima político em Washington.
Após a operação militar, parlamentares democratas passaram a acusar o governo de ter enganado o Congresso.
Republicanos avaliam mudança de posição
O senador Rand Paul, republicano do Kentucky e um dos copatrocinadores da resolução, afirmou que o cenário pode ter mudado desde a última votação.
“Falei com pelo menos dois republicanos hoje que não votaram a favor dessa resolução anteriormente e que estão pensando a respeito”, disse o parlamentar em entrevista coletiva antes da sessão.
A declaração reforça a percepção de que o resultado pode depender de poucos votos, aumentando a incerteza em torno do desfecho.
Votação pode redefinir relação entre Congresso e Casa Branca
Caso aprovada, a resolução representaria um freio institucional relevante às ações militares do governo Trump contra a Venezuela. Fator exigiria maior participação do Congresso dos Estados Unidos nas decisões estratégicas.
O debate ocorre em um momento de elevada tensão geopolítica e pode ter impactos não apenas na política externa dos EUA, mas também no equilíbrio de poder entre o Legislativo e o Executivo em temas de segurança nacional.