
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (22) que o país tem uma “armada” a caminho do Irã, embora espere não precisar utilizá-la. Ao mesmo tempo, o republicano renovou as advertências a Teerã contra a repressão a manifestantes e uma possível retomada do programa nuclear.
EUA deslocam porta-aviões e destróieres para a região
Autoridades norte-americanas, sob condição de anonimato, informaram que o porta-aviões USS Abraham Lincoln e vários destróieres com mísseis guiados devem chegar ao Oriente Médio nos próximos dias.
Os navios começaram a deixar a região da Ásia-Pacífico na semana passada, em meio ao aumento das tensões entre Washington e Teerã.
Defesa aérea adicional entra no radar do governo americano
O governo dos EUA também avalia o envio de sistemas adicionais de defesa aérea para o Oriente Médio. O reforço pode ser decisivo para proteger bases militares norte-americanas contra eventuais ataques iranianos.
Com isso, a Casa Branca amplia seu leque de opções militares e defensivas em um cenário de instabilidade crescente.
Trump diz preferir evitar confronto direto
Apesar do tom firme, Trump afirmou que não deseja uma escalada militar. “Temos muitos navios indo nessa direção. Eu preferiria que nada acontecesse, mas estamos observando-os de perto”, disse o presidente.
A declaração ocorreu a bordo do Air Force One, durante o retorno aos Estados Unidos após reuniões com líderes mundiais em Davos, na Suíça.
Em outro momento, Trump reforçou a mesma linha: “Temos uma armada indo nessa direção e talvez não tenhamos que usá-la”.
Tensão com o Irã cresce após repressão a protestos
As ameaças do presidente norte-americano ocorrem após meses de repressão severa a manifestações no Irã, o que elevou o nível de tensão diplomática entre os dois países.
Trump chegou a ameaçar intervenções mais duras contra o Irã devido aos assassinatos de manifestantes. No entanto, segundo avaliações recentes do governo dos EUA, os protestos perderam intensidade na última semana.