Com um plano de expansão da capacidade produtiva, prevendo a fabricação de novos produtos e ações publicitárias, a Coca-Cola deve investir R$ 7 bilhões no Brasil ainda neste ano.
O negócio foi anunciado nesta quarta-feira (26) pelo vice-presidente de operações e diretor-geral da Coca-Cola, Diego Granizo.
“A empresa vai investir R$ 7 bilhões fundamentalmente em expandir nossa capacidade produtiva, modernizar nossas fábricas, novas linhas, novos centros de distribuição, além de trazer mais frotas de caminhões e refrigeradores para apoiar o crescimento da marca no país”, disse Granizo em entrevista ao “CNN Money”.
O executivo também informou que o volume de vendas da Coca-Cola avançou 2% no último trimestre de 2024, ao passo que os números subiram 1% no País e 3% em toda a América Latina durante o ano.
Além disso, o vice-presidente da Coca-Cola afirmou que em termos de volume de vendas em nível global o Brasil é o quarto país em seu ranking. Porém, em comparação com outros países, como o México ou os EUA, ainda há oportunidade de crescimento no consumo local.
“É uma combinação, mas principalmente a de incrementar nossa capacidade produtiva com novas linhas, mas também vamos reforçar nossas estratégias de marketing para apoiar nossas marcas e também seguir apoiando muitas iniciativas de ESG que beneficiam a sociedade e o meio ambiente”, disse o executivo.
Visando diluir o impacto da volatilidade cambial brasileira, o executivo disse que a Coca-Cola aposta em um portfólio diverso para balancear o caixa, além de usar as mídias sociais de maneira mais eficiente e como forma de antecipar as tendências de consumo.
Até 3º trimestre de 2024 o lucro da Coca-Cola caiu 8%
Os lucros da Coca-Cola (COCA34) atingiram US$ 2,84 bilhões no terceiro trimestre do ano, o que representa queda de 8% em relação ao mesmo período de 2023.
A receita da Coca-Cola entre julho e setembro foi de US$ 11,8 bilhões, 1% a menos que no terceiro trimestre do ano passado.
Sem os impactos de mudanças cambiais e flutuações de moedas, o lucro cresceu 9%, influenciado pelo aumento de 10% nos preços e mix de produtos (principalmente em países como a Argentina, com inflação acelerada).
A alteração nos preços compensou a queda de 2% nas vendas no terceiro trimestre.
As receitas cresceram 4% na América Latina. O percentual sobe para 24% desconsiderando as flutuações cambiais. Enquanto os preços e mix cresceram 21% na região, o volume de vendas aumentou 2%.
Para todo o ano de 2024, a Coca-Cola espera atingir um crescimento orgânico de receita de aproximadamente 10%, uma projeção no limite superior da faixa prevista anteriormente, de 9% a 10%.
Enquanto isso, a previsão de aumento de lucro por ação da Coca-Cola permaneceu entre 5% e 6% neste ano, em relação a 2023.