BTG Pactual
Foto: BTG Pactual/Divulgação

O BTG Pactual passou a adotar recomendação neutra para as ações da Petrobras (PETR4), após uma revisão na cobertura do setor. A decisão reflete, segundo o banco, um cenário de baixa visibilidade macroeconômica e política, além de uma avaliação considerada justa para os papéis da estatal.

Em relatório enviado a clientes nesta quinta-feira (15), o analista Rodrigo Almeida, que assumiu recentemente a cobertura, destacou que a Petrobras enfrenta flexibilidade financeira mais restrita, o que limita a atratividade do papel no curto prazo. Até dezembro, a recomendação do BTG era de compra.

Apesar do ajuste, o banco avalia que a companhia ainda pode se beneficiar de uma eventual compressão do risco Brasil, caso o ambiente macroeconômico apresente melhora. Ainda assim, a leitura atual é de que o nível de preço das ações já reflete grande parte dos fundamentos conhecidos.

O relatório também aponta que, embora a experiência recente mostre impacto limitado de mudanças políticas sobre a estratégia central da Petrobras, o BTG mantém baixa convicção em uma reversão estratégica relevante no horizonte próximo.

Segundo o banco, eventuais vendas de ativos, além da racionalização de investimentos (capex) e de despesas operacionais (opex), seguem como possíveis vetores positivos. No entanto, esses fatores, por si só, não sustentam uma visão mais construtiva no momento.

Sobre o potencial de crescimento no longo prazo, os analistas citam a margem Equatorial como uma frente promissora para a reposição de reservas. Ainda assim, o BTG avalia que resultados mais concretos devem aparecer apenas a partir de 2027, o que reduz o peso desse catalisador no curto e médio prazo.

O relatório é assinado por Rodrigo Almeida e Gustavo Cunha e reforça uma postura mais cautelosa em relação às ações da Petrobras, diante de um cenário que combina incertezas externas, limitações internas e ausência de gatilhos imediatos.