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Após divulgar seu balanço na quarta-feira (26), onde reportou prejuízo de R$9,3 bilhões no quarto trimestre de 2024, a Cosan(CSAN3) afirmou que pretende tomar medidas para reduzir em até 30% a dívida no curto prazo. Segundo o CEO (presidente executivo) Marcelo Martins, a entrada de parceiros e venda de ações de outras empresas estão no radar.
Recentemente a companhia vendeu sua participação na Vale, contudo, a operação ocorreu em valor inferior ao registrado no balanço resultando em perdas contábeis. A empresa possui um conjunto de ativos que cogita venda como o porto de São Luís, no Maranhão, e terrenos da sua subsidiária Radar.
“Não é realista assumir que vamos reduzir a dívida a zero num curto ou médio prazo. Precisaremos de mais tempo para isso. Mas eu acho que é possível, sim, assumir o compromisso de reduzir pelo menos, com a dívida que sobrou, uns 30% nos próximos meses. Este é o nosso objetivo”, afirmou Martins durante teleconferência.
Segundo o jornal Valor Econômico, O CFO (diretor financeiro), Rodrigo Araújo, assume a possibilidade de venda na Raízen, e venda de ativos de sua controladora.
“A Cosan não vai colocar dinheiro na Raízen. Nossa prioridade clara é redução na alavancagem. A Raízen tem possibilidade de vender ativos bastante relevantes, que podem ter impacto na alavancagem e os dois acionistas estão conscientes disso”, disse. Araújo ainda reforçou que os setores de energia e renováveis são os que a empresa deve buscar parcerias e onde a companhia tem capacidade de ‘diluição’.
O rombo bilionário decorre da desvalorização da participação da empresa na Vale, que respondeu por R$4,7 bilhões do total, além do prejuízo de R$1,2 bilhão da Raízen e uma baixa de R$2,8 bilhões em prejuízos fiscais. O relatório divulgado aponta que a dívida bruta da Cosan ao final do 4º trimestre foi de R$27,79 bilhões.
Cosan (CSAN3) pretende vender Raízen Power e abrir capital da Rumo
O Grupo Cosan (CSAN3) colocou a comercializadora de energia renovável Raízen Power à venda e pretende abrir o capital da empresa de logística Rumo, segundo informações do colunista Lauro Jardim, de “O Globo”. O objetivo das ações é reduzir o endividamento. A Cosan contratou o JP Morgan para vender a Raízen Power.
Já para a IPO (oferta pública inicial) da Rumo, o BTG foi escolhido como banco.