
O Itaú BBA revisou nesta terça feira (27), sua cobertura sobre o setor educacional e promoveu uma série de upgrades em recomendações e preços-alvo, com destaque para Yduqs e Cogna. A avaliação do banco aponta que, apesar do forte rali do setor em 2025, algumas companhias ficaram para trás na Bolsa, abrindo espaço para valorização em 2026, sustentada por crescimento de receita, margens resilientes e elevado fluxo de caixa livre ao acionista.
A reação do mercado foi imediata. As ações do setor lideraram os ganhos do dia, refletindo a leitura de que o pior do ciclo regulatório já ficou para trás e que o ambiente operacional tende a ser mais favorável no próximo ano.
Yduqs dispara após upgrade para compra
O Itaú BBA elevou a recomendação da Yduqs (YDUQ3) de market perform para outperform (compra) e aumentou o preço-alvo de R$ 16 para R$ 19. Por volta das 12h, os papéis subiam 7,61%, cotados a R$ 14,85.
Segundo o banco, a Yduqs negocia a um múltiplo atrativo de 7 vezes P/L estimado para 2026, abaixo dos pares. A projeção indica crescimento de 5,5% da receita líquida no próximo ano, puxado pela retomada mais forte do ensino presencial.
Além disso, a rentabilidade deve permanecer sólida, com margem EBITDA ajustada estimada em 33,5%, enquanto o fluxo de caixa livre ao acionista (FCFE) pode atingir R$ 508 milhões em 2026, equivalente a um yield de 14%.
Cogna também ganha recomendação de compra
Para a Cogna (COGN3), o banco elevou a recomendação de neutra para compra e revisou o preço-alvo de R$ 3,30 para R$ 6. As ações avançavam 3,30%, negociadas a R$ 4,67.
O Itaú BBA projeta receita líquida consolidada de R$ 7,866 bilhões em 2026, crescimento de 11%, sustentado pelo desempenho do ensino presencial, da KrotonMed, da Vasta e da Saber, beneficiada pela sazonalidade do PNLD.
A margem EBITDA ajustada deve ficar em 32,4%, enquanto o FCFE estimado é de R$ 840 milhões, com yield de 10% em 2026.
Cruzeiro do Sul é a preferida entre as small caps
Entre as empresas de menor capitalização, o Itaú BBA destaca a Cruzeiro do Sul Educacional (CSED3) como sua principal escolha.
A projeção indica crescimento de 9% da receita líquida em 2026, impulsionado por tíquetes médios mais elevados no presencial e avanço dos programas híbridos. A margem EBITDA ajustada pode subir para 32,2%, enquanto o FCFE projetado é de R$ 335 milhões, equivalente a yield de 13%. O preço-alvo foi elevado de R$ 6 para R$ 10.
Vitru e Ânima seguem com visão positiva
O banco manteve recomendação de compra para a Vitru (VTRU3), com preço-alvo elevado para R$ 22. Então, a expectativa é de FCFE de R$ 341 milhões em 2026, o que representa yield de 16%.
Já a Anima Educacao (ANIM3) teve o preço-alvo revisado de R$ 5 para R$ 7, com recomendação de compra mantida. O banco estima FCFE de R$ 249 milhões, equivalente a yield de 13%.
Ser Educacional segue neutra, apesar de melhora nos números
Para a Ser Educacional (SEER3), o Itaú BBA manteve recomendação neutra e elevou o preço-alvo para R$ 14. Além disso, o banco projeta crescimento de 6,5% da receita em 2026 e melhora de margens com o amadurecimento dos cursos de medicina. O FCFE esperado é de R$ 211 milhões, com yield de 15%.