Veja o resumo da noticia
- Itaú Unibanco encerra 2025 com lucro líquido recorrente de R$ 45,4 bilhões e ROE de 21,8%, refletindo alta rentabilidade e crédito seletivo.
- Carteira de crédito atinge R$ 1,5 trilhão, enquanto o índice de eficiência de 41,7% indica controle de custos e disciplina financeira.
- Melhora nas receitas e preservação de margens impulsionam o lucro recorrente e mantêm o retorno como diferencial competitivo.
- Produto bancário alcança R$ 152,6 bilhões e receita financeira líquida totaliza R$ 120,0 bilhões, evidenciando crescimento.
- Receitas com serviços, seguros e previdência chegam a R$ 45,8 bilhões, atenuando a dependência do resultado financeiro.
- Custos de crédito somam R$ 34,5 bilhões, demandando atenção apesar da rentabilidade elevada e do bom desempenho geral.
- Despesas operacionais encerram em R$ 67,8 bilhões, mas a eficiência se mantém em 41,7%, com expansão das receitas.

O Itaú Unibanco encerrou 2025 com lucro líquido recorrente de R$ 46,8 bilhões, alta de 14,1% em relação a 2024. O desempenho veio junto de ROE recorrente de 23,4%, um retrato de rentabilidade ainda elevada mesmo com o crédito mais seletivo. Os dados anuais foram divulgados na noite desta quarta-feira (4).
O resultado do quarto trimestre de 2025 (4T25) do banco foi um lucro recorrente gerencial de R$ 12,3 bilhões, alta de 13,2% quando comparado aos aos R$ 10,884 bilhões registrados em igual período de 2024
No topo da demonstração, o banco também destacou uma carteira de crédito de R$ 1,5 trilhão no fechamento de dezembro. Além disso, o índice de eficiência ficou em 41,7%, sinalizando disciplina de custos no ano.
Lucro líquido recorrente e ROE
O avanço do resultado foi puxado, sobretudo, pela melhora de receitas e pela capacidade de preservar margens. Assim, o Itaú terminou o ano com R$ 46,8 bilhões de lucro recorrente e ROE de 23,4%, mantendo o patamar de retorno como um dos principais diferenciais do banco.
Receitas totais e margem financeira líquida
No consolidado de 2025, o produto bancário chegou a R$ 152,6 bilhões, avanço de 8,2%. Em paralelo, a receita financeira líquida somou R$ 120,0 bilhões, alta de 9,0%, dado que funciona como termômetro da margem financeira no acumulado do ano.
As receitas com prestação de serviços, seguros e previdência atingiram R$ 45,8 bilhões, crescimento de 4,2%. Esse mix ajuda a reduzir dependência do resultado puramente financeiro.
Custo de crédito e risco
Do lado do risco, as perdas esperadas associadas ao risco de crédito totalizaram R$ 34,5 bilhões em 2025, aumento de 13,9%. Portanto, o custo do crédito subiu no ano e exige atenção, mesmo com a rentabilidade em alta.
Observação importante: no quadro-resumo do documento, não aparecem detalhadas a receita com recuperação de crédito e as taxas de inadimplência (por faixa de atraso). Esses itens costumam estar em quadros de risco e notas específicas do relatório.
Despesas operacionais e eficiência
As despesas gerais, administrativas e tributárias fecharam 2025 em R$ 67,8 bilhões, alta de 5,1%. Ainda assim, o banco manteve eficiência de 41,7%, sugerindo que a expansão das receitas compensou o avanço de custos.
Carteira de crédito expandida
O Itaú terminou dezembro com R$ 1,5 trilhão em carteira de crédito. Com isso, o volume reforça a escala do banco e sustenta a geração de receitas, sobretudo quando o ciclo de juros começar a virar.