Após delação de Ex-CFO

Itaú (ITUB4) nega acusações de delator da Americanas em processo judicial

Foto: Divulgação
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O Itaú Unibanco (ITUB4) acionou a Justiça para contestar as acusações feitas por Fabio Abrate, ex-diretor da Americanas, que alegou que funcionários do banco teriam concordado em ocultar informações das auditorias da empresa, facilitando, assim, a fraude no varejista.

Em sua delação premiada, Abrate, que foi diretor financeiro (CFO) da Americanas, afirmou que a varejista pressionava os bancos a ocultar operações de antecipação de recebíveis dos auditores.

O executivo mencionou especificamente os bancos Itaú (ITUB4) e Santander (SANB11), que, por sua vez, negaram qualquer envolvimento em irregularidades.

O Ministério Público Federal (MPF) revelou que a fraude ocorreu entre 2016 e 2022 e envolveu a ocultação de uma dívida bilionária, estimada em R$ 25 bilhões.

Abrate, em entrevista ao jornal Valor Econômico, disse que a fraude poderia ter sido evitada em 2016, caso os bancos tivessem se recusado a colaborar com a Americanas para esconder essas operações, que eram conhecidas como risco sacado e estavam claramente registradas nos documentos enviados aos auditores.

O ex-diretor ainda relatou que a empresa chegou a ameaçar romper os contratos com os bancos caso eles não atendesse à solicitação de ocultação dessas operações.

Americanas (AMER3): MPF denuncia 13 ex-executivos e ex-funcionários

O Ministério Público Federal (MPF) denunciou, nesta segunda-feira (31), ex-executivos e ex-funcionários envolvidos em fraudes na Americanas (AMER3), estimadas em R$ 25 bilhões. As informações foram divulgadas pelo colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo.

Os denunciados incluem Miguel Gutierrez (ex-CEO da Americanas), Anna Saicali (ex-CEO da B2W, responsável pela área digital), Thimoteo Barros, Márcio Cruz (ambos ex-vice-presidentes) e os ex-diretores Carlos Padilha, João Guerra, Murilo Corrêa, Maria Christina Nascimento, Fabien Picavet e Raoni Fabiano.

Segundo o colunista, a denúncia aponta Gutierrez como o principal responsável pelas fraudes. Citando o MPF, o jornalista afirmou que Gutierrez “planejou, ordenou e executou a fraude praticada nas empresas do grupo Americanas, tendo ascendência hierárquica sobre os demais denunciados”.