Voto a voto

Light (LIGT3) tem disputa para conselho com indicado por Tanure

A administração da distribuidora de eletricidade apresentou a alternativa de manter quase todos os membros da atual legislatura na empresa

Fonte: Divulgação
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Uma chapa alternativa será indicada pela Tempo capital ao conselho de administração da Light (LIGT3). A votação tem previsão para 30 de abril e tem como maior acionista hoje Nelson Tanuri, com 36% do capital social da empresa.

A administração da distribuidora de eletricidade apresentou a alternativa de manter quase todos os membros da atual legislatura na empresa, mas com a troca de Raphael Martins, conselheiro independente indicado pela Tempo Capital. A companhia sugere o nome de José Luiz Alquerés, que presidiu e companhia e a Eletrobras.

A proposta da Tempo é mais ousada, com a entrada de Raphael Martins, que seria reeleito e Ricardo Reisen de Pinho, que já fez parte da mesa antes da entrada de Tanure.  O último assumiria a posição de Hélio Costa, indicado pelo bilionário brasileiro adicionado a saída de Hélio Ferraz, indicado por acionistas que possuem 31% dos papéis da companhia.

Light tem modelo de votação em pauta

A gestora de investimentos pressiona para que a votação ocorra por voto múltiplo, com a possibilidade de concentrar votos em nomes prioritários e aumentando as chances de acionistas minoritário terem mais poder de voto.

Segundo informações do portal Pipeline, a posição acionária da Tempo permitiria um assento garantido no conselho, mas a gestora trabalha para emplacar toda a sua chapa. Segundo fonte ouvida pelo veículo, a companhia tem planos de se aliar a outros minoritários para obter uma “maioria silenciosa”.

A Tempo Capital informou ontem que atingiu a participação equivalente a 5,56% do capital da Light, considerando também a posição tomada em empréstimo de ações. A gestora ainda possui debêntures que podem ser convertidas, aumentando sua participação no empreendimento.

A Light tem plano de recuperação judicial aprovada por credores, onde está previsto um leilão nos primeiros 15 dias de abril para recompra de R$500 milhões em títulos da empresa.