Absorver prejuízos

Minerva (BEEF3): acionistas aprovam redução de capital de R$ 577 mi

De acordo com fato relevante divulgado recentemente, a operação não envolve cancelamento de ações nem restituição de valores aos acionistas

Minerva/ Marfrig/ Foto: Feepick
Minerva/ Marfrig/ Foto: Feepick

Durante AGE (Assembleia Geral Extraordinária) realizada em 28 de agosto de 2025, os acionistas da Minerva (BEEF3) aprovaram a redução do capital social em R$ 577,3 milhões para absorção de prejuízos acumulados referentes ao exercício de 2024.

De acordo com fato relevante divulgado recentemente, a operação não envolve cancelamento de ações nem restituição de valores aos acionistas — o que produz efeitos imediatos.

Com a medida, o capital social passa de R$ 3,681 bilhões para R$ 3,104 bilhões, mantendo-se o total de 994,5 milhões de ações ordinárias, como apontou o InfoMoney.

Lucro líquido da Minerva (BEEF3) salta para R$ 458,3 mi

Minerva Foods (BEEF3) registrou lucro líquido de R$ 458,3 milhões no segundo trimestre de 2025, o que configura um salto de 380,2% em comparação com o mesmo período no ano passado. O balanço da companhia foi divulgado nesta quarta-feira (6)

Em média, os analistas projetavam um lucro líquido de R$ 175 milhões para a exportadora de carne bovina no período, segundo estimativas compiladas pela LSEG, disse o MoneyTimes

A companhia afirmou que esse é o maior patamar trimestral da história da empresa e que o resultado reflete o avanço contínuo da integração das unidades adquiridas, com captura de sinergias.

O desempenho operacional, medido pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda), avançou 74,9% na mesma base, para R$ 1,3 bilhão. Analistas esperavam cerca de R$ 1,17 bilhão.

A empresa finalizou o pregão desta quarta com avanço de 6,28%.

Empresa capta R$ 2 bilhões via debêntures

A Minerva (BEEF3), líder na exportação de carne bovina na América do Sul, concluiu a 17ª emissão de debêntures simples, não conversíveis em ações, no valor total de R$ 2 bilhões. Os papéis são da espécie quirografária, ou seja, sem garantia real.

A emissão foi dividida em quatro séries, com a companhia optando por realizar o swap das 3ª e 4ª séries, instrumento financeiro usado para alterar as condições de indexação ou risco das debêntures.