O lançamento na Índia de combustível misturado com 20% de etanol (E20) reduzirá a quilometragem dos veículos em 2% a 4%, mas é seguro para uso, segundo um grupo que representa as montadoras instaladas no país.
A mistura tem como objetivo amenizar preocupações dos motoristas no terceiro maior mercado de automóveis do mundo.
A Índia estabeleceu anos atrás a meta de atingir 20% de mistura de etanol até 2025. O E20 faz parte da estratégia do primeiro-ministro Narendra Modi para promover energias “limpas”.
Nas últimas semanas, no entanto, o combustível com essa mistura tornou-se a única opção em quase todos os postos do país, gerando preocupação entre os motoristas sobre seu impacto no desempenho e na durabilidade dos veículos, especialmente os mais antigos.
Impacto e segurança do E20
De acordo com P.K. Banerjee, diretor executivo da Sociedade Indiana de Fabricantes de Veículos (Siam), o uso do E20 em veículos mais antigos reduz a quilometragem, mas não representa riscos à segurança. As informações foram divulgadas pelo Investing.
“Milhões de veículos já circulam com E20 há algum tempo. Não foi registrada uma única avaria no veículo ou falha no motor”, afirmou Banerjee. Ele acrescentou que, se problemas surgirem, as montadoras honrarão integralmente as garantias e seguros.
Montadoras do Japão sofrem com tarifas e iene forte
As duas maiores montadoras japonesas, Honda e Toyota, devem apresentar resultados financeiros mais fracos neste primeiro trimestre do ano fiscal. Na quarta-feira (6) e na quinta-feira (7), respectivamente, as empresas divulgarão seus números, que refletem os impactos das tarifas norte-americanas e da valorização do iene, apesar da demanda por veículos híbridos em seus principais mercados internacionais.
A Toyota deve registrar uma queda de 31% no lucro operacional trimestral, atingindo 902 bilhões de ienes. Este seria o resultado trimestral mais fraco da empresa em mais de dois anos.
Para a Honda, a projeção indica redução de 36%, totalizando 311,7 bilhões de ienes. O desempenho registra a segunda queda trimestral consecutiva da montadora.