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A Telefônica Brasil (VIVT3) encerrou o quarto trimestre de 2024 com um lucro líquido de R$ 1,8 bilhão, um crescimento de 10,1% na comparação anual. A receita total ficou em R$ 14,6 bilhões entre outubro e dezembro, representando uma alta de 7,7%.
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da companhia cresceu 7,8% no período, alcançando R$ 6,2 bilhões, enquanto a margem Ebitda permaneceu estável em 42,5%.
A expansão das receitas do serviço de telefonia móvel no segmento pós-pago (+9,1% na comparação com o quarto trimestre de 2023) foi um dos principais impulsionadores do resultado positivo. “Dos R$ 9,2 bilhões [de receita de telefonia móvel], R$ 7,8 bilhões são [provenientes] de planos controle e pós-pago, o que mostra o cliente que tem aquela recorrência com a gente. Por mais que sejamos líderes no pré-pago, [esses clientes] têm uma representatividade menor no total da nossa receita móvel”, afirmou o diretor-presidente da companhia, Christian Gebara, ao Valor.
JPMorgan eleva recomendação da Telefônica Brasil (VIVT3) de venda para neutra
O JPMorgan divulgou recentemente um relatório no qual elevou a recomendação da Vivo (VIVT3) de venda para neutra, com um preço-alvo de R$ 46,00 para dezembro de 2025. A atualização foi fundamentada em preferências relativas e em potenciais impulsos adicionais previstos para este ano, em função da migração de concessão.
Após um acordo com os reguladores em 16 de dezembro de 2024, que viabilizou a migração da concessão de telefonia fixa em São Paulo para autorização, especialistas projetam que a Vivo obterá benefícios incrementais em 2025. Esses ganhos incluem receitas provenientes da venda de imóveis e cabos de cobre.
Contudo, o banco norte-americano reafirmou sua preferência pela Tim (TIMS3), recomendando compra para a companhia. A Tim negocia com um desconto significativo — 5,8 vezes o múltiplo Valor da Firma/Fluxo de Caixa Operacional estimado para 2025, em comparação a 8,3 vezes no caso da Vivo — e apresenta uma perspectiva de crescimento mais acelerado no Fluxo de Caixa Operacional, com um CAGR de 8,7% entre 2025 e 2028, contra 6,6% da Vivo.