
As ações da TIM operaram em forte queda nesta sessão após o Citibank rebaixar a recomendação do papel de compra para neutra. O movimento ocorreu em contraste com o desempenho do mercado local. Enquanto o Ibovespa renovava sua máxima histórica, TIMS3 aprofundava as perdas. Por volta das 17h, os papéis caíam mais de 1%, cotados a R$ 23,96.
Além da mudança de recomendação, o banco revisou o preço-alvo para R$ 25,00 ao fim de 2026, ante R$ 27,00 na estimativa anterior. A atualização reforça uma visão mais cautelosa para a operadora no curto e médio prazos.
Pressão competitiva entra no radar
Segundo os analistas, a TIM vem mostrando sinais de desaceleração operacional. O principal ponto de atenção é a pressão na portabilidade numérica. Além disso, o banco aponta perda gradual de participação no segmento pós-pago, considerado estratégico para o setor.
Apesar da geração de caixa seguir sólida, o Citi avalia que a empresa terá dificuldade para se diferenciar. O ambiente competitivo permanece intenso, com disputa agressiva por clientes e impacto sobre margens.
Valorização recente limita o upside
Outro fator relevante foi o desempenho recente das ações. Nos últimos 12 meses, a TIM acumulou alta de 63%. No mesmo período, a Vivo avançou cerca de 39%.
Para o banco, esse rali foi impulsionado principalmente pela expansão de múltiplos. Esse vetor, no entanto, tende a perder força nos próximos trimestres. Assim, a relação risco-retorno ficou menos atraente nos preços atuais.
Banda larga pode destravar valor, mas exige cautela
Apesar do tom mais conservador, o Citi reconhece possíveis gatilhos positivos no horizonte. Movimentos estratégicos no segmento de banda larga podem beneficiar a TIM. O foco seria fortalecer o posicionamento convergente, com serviços integrados.
Ainda assim, o banco destaca que falta visibilidade. Termos, estrutura e valuation dessas operações ainda precisam ficar mais claros. Até lá, a recomendação é de postura cautelosa com o papel.