Foto: Divulgação / Banco do Brasil (BBAS3)
Foto: Divulgação / Banco do Brasil (BBAS3)

Os acionistas do Banco do Brasil (BBAS3) já podem se organizar no calendário. O banco estatal divulgou nesta segunda-feira (19) as datas de pagamento dos dividendos e juros sobre capital próprio (JCP) ao longo de 2026, assim, definindo quando os recursos vão cair na conta dos investidores em um ano marcado por distribuição mais conservadora de proventos.

Ao todo, o Banco do Brasil prevê oito pagamentos entre março de 2026 e março de 2027, seguindo a política que estabelece payout de 30% do lucro líquido, percentual que balizará as distribuições no período.

BBAS3 fixa payout e reduz ritmo de dividendos

A definição do calendário vem acompanhada de um ajuste importante. O banco informou que o payout de 2026 será de 30%, índice que determina quanto do lucro será destinado aos acionistas na forma de dividendos e JCP.

O percentual é inferior ao histórico recente da companhia. Em 2024, o payout chegou a 56,81%, enquanto a média dos últimos dez anos é de 45,22%. A mudança indica uma postura mais prudente na gestão de capital.

Por que os dividendos serão menores em 2026?

Segundo a leitura do mercado, o Banco do Brasil atravessa um período de recomposição de resultados, especialmente após pressões na carteira de crédito rural, historicamente um dos pilares da rentabilidade da instituição.

Além disso, o aumento da inadimplência no agronegócio levou o banco a priorizar solidez financeira e preservação de capital, reduzindo o espaço para distribuições mais agressivas, apesar da forte geração de caixa.

Calendário de dividendos do Banco do Brasil em 2026

Mesmo com payout menor, o BB mantém uma agenda previsível e recorrente de pagamentos, fator valorizado por investidores de longo prazo.

Confira as datas já aprovadas pelo conselho:

  • 11 de março de 2026 – Dividendos do 1º trimestre
  • 11 de junho de 2026 – Dividendos do 2º trimestre
  • 11 de junho de 2026 – Proventos complementares
  • 11 de setembro de 2026 – Dividendos do 3º trimestre
  • 11 de setembro de 2026 – Proventos complementares
  • 4 de dezembro de 2026 – Proventos complementares
  • 10 de dezembro de 2026 – Dividendos do 4º trimestre
  • 10 de março de 2027 – Proventos complementares

O que o investidor deve observar agora

Com o calendário definido, o foco do investidor passa a ser o equilíbrio entre previsibilidade e volume de proventos. O Banco do Brasil segue como um dos principais nomes do setor bancário para renda, mas 2026 tende a ser um ano de dividendos mais moderados, refletindo cautela operacional e ajustes estratégicos.