A CFL, incorporadora da região sul do Brasil, divulgou seu balanço de 2024 nesta quinta-feira (03). A imobiliária revelou receita de R$1,07 bilhão no ano com lucro líquido de R$271 milhões. O somatório líquido de vendas contratadas chegou a R$2,2 bilhões e a margem bruta foi de 36,6%.
Alguns indicadores colocam a empresa a frente de companhias já conhecidas no setor como as paulistas Eztec, Even e a carioca Gafisa. A CFL é líder de margem do mercado com margem líquida de 25,2%, somada a sua margem bruta, a companhia conseguiu feito pouco comum no cenário, como explicou o CEO (presidente-executivo) da CFL, Luciano Bocorny.
Em 2020, a empresa tentou fazer seu IPO (Oferta Pública Inicial, traduzida da sigla em inglês), tentando chegar a uma receita de R$930 milhões em quatro anos. Na época, o empreendimento tinha lucro líquido de R$20 milhões com menos de R$100 milhões de faturamento anual.
Apesar da frustração em não realizar a operação, a empresa atingiu resultados graças a sua assertividade, comenta Bocorny. O crescimento permitiu uma elevação no preço médio das vendas, as informações são do portal NeoFeed.
CFL tem Ebitida diferente
Para o executivo a frente da incorporadora, uma estratégia asset light (manter a menor quantidade possível de ativos) aliado a agregar parcelas de terra para vendas futuras (LandBanking) e a exigência de pagamento adiantado por seus serviços é acima da média para o setor.
“Esses fatores fazem a nossa geração de caixa via Ebitda (valor após juros, impostos, dívidas e amortização) permitem que a gente possa entregar o mesmo resultado com bem menos capital empregado”, comenta o CEO.
A velocidade de vendas agrega ainda mais a companhia com uma taxa de 63% superior aos 39% da Aztec, 34% da Even e 31% da Gafisa. Apesar do bom momento operacional, o dirigente admite desacelerar em 2025, reduzindo drasticamente os lançamentos. Ano passado a CFL teve VGV (valor Geral de Venda) em R$2,3bi e pretende lançar menos da metade esse ano.