A CVM (Comissão de Valores Mobiliários) comunicou nesta quinta-feira (3) ter emitido uma “stop order” (ordem de suspensão imediata) às negociações do Eike Token ($EIKE). A autarquia suspendeu ainda a atuação dos nomes e empresas referentes à emissão do ativo digital, sob pena de multa diária de R$ 100 mil.
Segundo o órgão regulador, as pessoas e empresas envolvidas não têm autorização da CVM para atuar com ofertas de valores mobiliários ao público brasileiro. A suspensão se aplica a Eike Batista, Luis Claudio Silva Rubio, Sizuo Matsuoka, EBX Digital LLC, BRXE Global Holdings LLC, BRXE Brasil Holdings, BRXE Holdings, BRXE USA Holdings e BRXE Dubai Holdings.
O empresário Eike Batista anunciou uma criptomoeda homônima, $EIKE, cujas negociações tiveram início naquele mesmo dia, 25 de fevereiro. Segundo o Valor, cada token $EIKE será ligado a uma ação da BRXE, nova companhia de produção da chamada “supercana”, uma cana-de-açúcar com melhoramentos genéticos para fabricação de etanol e combustível sustentável de aviação (SAF, na sigla em inglês).
A empresa tem como sócios o administrador Luis Claudio Rubio e o engenheiro agrônomo Sizuo Matsuoka, com 60% do capital. Os 40% restantes estão nas mãos da Brasilinvest, de Mário Garnero, que disse no lançamento ter captado US$ 500 milhões para o projeto com o fundo dos Emirados Árabes Abu Dhabi Investment Group e o fundo norte-americano General Finance.
CVM exige OPA na Ambipar (AMBP3): o que esperar?
A CVM (Comissão de Valores Mobiliários) determinou que a Ambipar (AMBP3) realize uma OPA (Oferta Pública de Aquisição) por aumento de participação.
A decisão impacta investidores e pode gerar mudanças importantes nas ações da empresa.
O que motivou a OPA?
Em 2024, as ações da Ambipar dispararam mais de 730%, o que atraiu a atenção da CVM.
A Comissão, por meio de sua SRE (Superintendência de Registro de Valores Mobiliários), identificou que a gestora Trustee adquiriu uma participação significativa na companhia.
Entre julho e agosto de 2024, a Trustee, em conjunto com o controlador da Ambipar, ultrapassou o limite de 1/3 das ações em circulação.
Esse movimento gerou a necessidade de realizar uma OPA.
A SRE determinou que a Trustee deve fazer uma oferta pública para comprar as ações restantes da Ambipar.