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Um dos principais fornecedores de aços relaminados do Brasil, o grupo Armco, entrou com um pedido de recuperação extrajudicial para reestruturar uma dívida de R$528,6 milhões. As informações são do portal NeoFeed.
O pedido foi homologado na Justiça de São Paulo e tem como principal credor o Banco Fibra, concentrando R$350 milhões da dívida total do grupo. A Armco ainda possui duas empresas na amazônia que contam com uma dívida extraconcursal de R$220 milhões.
O valor poderá ser incluído na ação aberta na justiça paulista, desde que credores concordem com as propostas, como novos prazos de pagamento e possibilidade de conversão em participação acionária. Contudo, a dívida do grupo subirá para quase R$750 milhões.
Além do Banco Fibra, outras instituições financeiras e fornecedoras, como a CSN (Companhia Siderúrgica Nacional), aderiram ao plano, permitindo que a reestruturação avance sem a necessidade da recuperação judicial tradicional.
A CSN e o Banco Fibra pertencem à família Steinbruch, uma das mais antigas no setor de siderurgia no Brasil.
Entenda o que levou a crise
A redução da demanda na última década, restrições de crédito e erros estratégicos colocaram a companhia em crise. Entre 2010 e 2016, o grupo passou por queda de faturamento de R$685,7 milhões para R$348,6 milhões.
A queda na receita da empressa ocorreu com a mudança de um parque fábril entre munícipios do estado de São Paulo. O resultado acabou por fazer a companhia financiar dois complexos de fábrica simultaneamente por mais de seis meses. O custo pesou no balanço final da companhia e representou queda de 26,6% no faturamento em 2020
A Armco passou por diferentes ciclos de crescimento e fornece atualmente metais customizados para diversos setores, incluindo automotivo e construção civil.
De origem americana, a Armco chegou ao Brasil em 1914 e teve papel fundamental na expansão da infraestrutura nacional. A empresa tem lugar especial na história do setor rodoviário nas décadas de 1940 e 1950.