'Tarifaço'

Macron quer que empresas da UE parem de investir nos EUA

Macron mencionou a possibilidade de taxar serviços digitais, alegando ser um setor em que os EUA “se beneficiam enormemente da Europa”

Foto: Ricardo Stuckert / PR/Agência Senado
Foto: Ricardo Stuckert / PR/Agência Senado

O presidente da França, Emmanuel Macron, defende que companhias da UE (União Europeia) deixem de investir nos EUA como uma forma de retaliação às tarifas recíprocas anunciadas nesta quarta-feira (2) pelo presidente norte-americano Donald Trump.

Macron fez a sugestão durante sua fala a jornalistas antes de uma reunião com representantes industriais de setores afetados pelas tarifas dos EUA. Segundo ele, a interrupção de investimentos europeus no país norte-americano deveria acontecer até que seja esclarecido o escopo das tarifas.

O líder francês afirmou que todas as possibilidades de retaliação devem ser consideradas e que as ações devem ser tomadas em conjunto por todos os países da UE, como forma de aproveitar as vantagens do tamanho do mercado europeu em qualquer resposta política.

“Devemos fazer o que for eficaz e mais proporcional […] mas que também mostre claramente que estamos determinados a […] não permitir que esses setores sejam vítimas dessas tarifas”, disse Macron, de acordo com o Valor.

Macron também mencionou a possibilidade de taxar serviços digitais, alegando ser um setor em que os EUA “se beneficiam enormemente da Europa.”

Macron convoca cúpula de crise em meio a receios com plano de Trump

O presidente da França, Emmanuel Macron, convocou uma reunião emergencial com líderes europeus diante das recentes preocupações com as tentativas de Donald Trump, presidente dos EUA, de tomar o controle do processo de paz na Ucrânia. As informações foram divulgadas por autoridades europeias neste sábado (15).

O ministro das Relações Exteriores da Polônia, Radoslaw Sikorski, falou na Conferência de Segurança de Munique e afirmou estar “muito feliz que o presidente Macron tenha chamado nossos líderes a Paris” para discutir “de maneira muito séria” os desafios impostos por Trump, como apurou o Valor.

“O presidente Trump tem um método de operação que os russos chamam de razvedka boyem – reconhecimento por meio do combate: você avança, vê o que acontece e então ajusta sua posição. Precisamos responder a isso”, acrescentou o ministro polonês.