Veja o resumo da noticia
- Lucro líquido da Patria Investments no 4T25 e no ano, com foco na construção de um alicerce robusto para 2026, impulsionado pela recorrência.
- Captação recorde de recursos e expansão do FEAUM (ativos sob gestão) como elementos-chave para sustentar o crescimento da empresa.
- Desempenho do Fee Related Earnings (FRE) no trimestre e no acumulado do ano, juntamente com o anúncio de dividendos trimestrais.
- Estratégia de crescimento da Patria Investments, que envolve captação, performance e aquisições para aumentar a escala de atuação.
- Aquisições recentes no Brasil (crédito privado e real estate listado) e nos EUA (private markets) visando expandir a presença e escala.
- Mensagem do CEO sobre as perspectivas para 2026, ancorada no impulso operacional de 2025 e no impacto das aquisições.

Patria Investments Limited encerrou o 4T25 com US$ 34,5 milhões de lucro líquido atribuível aos acionistas, segundo o release divulgado nesta terça-feira (3). No ano, o lucro somou US$ 85,6 milhões.
O dado chama atenção porque o trimestre veio mais “magro” no resultado final. Ainda assim, a leitura do mercado tende a ser mais ampla. A casa tenta mostrar que 2025 deixou um alicerce mais robusto para 2026, com foco em recorrência de receitas e escala.
Captação recorde e expansão de AUM sustentam o roteiro de crescimento
O ponto que mais “fala alto” no relatório é a captação. A gestora afirma ter levantado US$ 1,7 bilhão no trimestre e US$ 7,7 bilhões no ano, um recorde. Além disso, o FEAUM chegou a US$ 40,8 bilhões, alta de 24% em 12 meses.
Esse movimento importa porque dá tração para o motor principal do negócio: as taxas. No 4T25, o Fee Related Earnings (FRE) foi de US$ 64,3 milhões, com margem de 63,6%. No acumulado de 2025, o FRE atingiu US$ 202,5 milhões, alta de 19%.
Dividendos e o que o mercado olha na ação PAX
A companhia anunciou dividendo trimestral de US$ 0,15 por ação, com data-base em 20 de fevereiro e pagamento em 12 de março de 2026.
No pregão, o humor pode oscilar conforme a combinação entre guidance, captação e cenário externo. Nesta terça, os papéis negociavam com variação ao redor da estabilidade/leve queda, segundo a cotação em Nasdaq.
Aquisições: por que o Pátria dobrou a aposta em escala
O release deixa claro que a gestão quer “fechar o triângulo” de crescimento com captação + performance + M&A. E as compras recentes ajudam a contar essa história.
- Crédito privado (Brasil): a empresa cita o fechamento da aquisição de 51% da Solis Investimentos, com US$ 3,5 bilhões de FEAUM, concluída em 2 de janeiro.
- Real estate listado (Brasil): também destaca a aquisição da RBR Gestão, que adiciona escala em fundos imobiliários listados.
- Private markets (EUA): a gestora anunciou acordo para comprar a WP Global Partners, que agrega cerca de US$ 1,8 bilhão em FEAUM e fortalece a presença nos EUA.
Na prática, o plano é simples de explicar e difícil de executar: aumentar escala onde a taxa é mais resiliente e onde o investidor global ainda quer exposição.
O recado do CEO para 2026
No comunicado, Alex Saigh diz que 2026 deve ser um ano “importante” e tenta ancorar a narrativa em dois pilares: impulso operacional de 2025 e efeito das aquisições sobre metas de captação e FRE definidas no Investor Day.