Foto: Divulgação
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A Polícia Federal submeteu o iPhone do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, a uma ferramenta de perícia capaz de romper criptografia e recuperar informações deletadas, segundo relatos publicados nesta segunda-feira (9). Assim, os dados extraídos estão em fase de compilação para serem compartilhados com o STF e a PGR.

O aparelho exigiu um trabalho extra. Isso porque Vorcaro, em depoimento, não forneceu a senha e o celular ainda teria uma camada adicional de proteção, o que levou a PF a recorrer a softwares mais recentes para viabilizar o acesso.

O que a PF busca no celular

A apuração mira não só eventuais irregularidades associadas ao Banco Master. Além disso, investigadores avaliam se o banqueiro teria pressionado autoridades para evitar a liquidação da instituição.

Como parte do procedimento, a PF passou a adotar ferramentas com capacidade de romper proteções mais avançadas em modelos novos de celulares. Com isso, o material extraído pode incluir conversas, arquivos e até conteúdos apagados, a depender do resultado técnico da perícia.

Toffoli e a CPMI do INSS: quando o material pode chegar

O ministro Dias Toffoli pode autorizar o compartilhamento do conteúdo com a CPMI do INSS, que investiga descontos e operações ligados ao tema.

Sobre o depoimento de Vorcaro ao colegiado, houve versões diferentes nos últimos dias. Alguns relatos falavam em 19 de fevereiro. No entanto, comunicados mais recentes de fontes institucionais apontam que a oitiva foi remarcada para 26 de fevereiro, após o Carnaval.

Por que o caso importa para o mercado

A depender do que aparecer no material periciado, o caso pode ganhar novas frentes, e isso tende a elevar o nível de ruído em torno do banco e do próprio debate regulatório. Ao mesmo tempo, qualquer sinalização do STF sobre encaminhamento de informações à CPMI pode acelerar desdobramentos políticos e jurídicos no curto prazo.