
O UBS BB reduziu o preço-alvo das ações preferenciais da Petrobras (PETR4) de R$ 42 para R$ 40, mas reiterou a recomendação de compra para os papéis, segundo relatório enviado a clientes nesta terça-feira (13).
Segundo Tasso Vasconcellos e equipe, a tese positiva se sustenta pela produção sólida e pela expectativa de estabilidade do Brent no médio prazo.
Dividendos seguem como principal atrativo
Segundo o UBS BB, esse cenário deve garantir à Petrobras um dividend yield saudável, estimado entre 10% e 11% para 2026.
Os analistas reconhecem que parte do mercado pode questionar se esse nível de retorno compensa a exposição a uma empresa estatal em um mercado emergente. No entanto ressaltam que a Petrobras se posiciona no topo da faixa de yield projetada pelo UBS para o setor global, que varia entre 6% e 10%.
Comparação com pares globais
No relatório, o UBS BB destaca que, entre as grandes petrolíferas globais, apenas a Shell apresenta um retorno semelhante, também em torno de 10%.
Já as demais gigantes do setor negociam com dividend yield entre 7% e 9%. Os pares de mercados emergentes operam em uma faixa ainda mais baixa, entre 6% e 8%.
Tese segue apoiada em produção e preços do petróleo
Para o UBS BB, produção robusta, disciplina financeira e resiliência do Brent mantêm a atratividade das ações da Petrobras, mesmo após o corte no preço-alvo.
Assim, apesar do ajuste no valuation, o banco mantém visão construtiva para os papéis, reforçando o papel da estatal como ativo relevante para investidores focados em renda no setor de energia.