
Ben Cohen e Jerry Greenfield, fundadores de marca de sorvetes Ben & Jerry’s, têm discutido há alguns meses a recompra da marca, que pertence à Unilever há 25 anos. As informações são da “Bloomberg”. A Unilever, por sua vez, diz que a marca não está à venda e tem planos de separar sua unidade de sorvetes dos outros negócios.
A empresa, que também é dona das marcas Magnum e Breyers, pretende tornar a unidade de sorvetes pública na bolsa de Amsterdã, na Holanda.
Além de não estar a venda, a marca, que foi vendida por US$ 326 milhões em 2000, hoje vale US$ 10 bilhões. Dessa forma, os fundadores precisariam formar parcerias com investidores dispostos a desembolsar grandes quantias.
“Conforme confirmado durante o anúncio dos resultados do ano fiscal de 2024, estamos no caminho para separar o negócio de sorvetes por meio de um desmembramento”, afirmou um porta-voz da Unilever à “Bloomberg” por e-mail. “A Ben & Jerry’s é uma parte importante do nosso negócio de sorvetes e não está à venda”, completou.
Discordâncias desde a venda da Ben & Jerry’s
Há discordâncias entre os fundadores e a Unilever sobre a gestão da marca. Quando venderam o negócio, Cohen e Greenfield exigiram que a marca tivesse supervisão de um conselho independente da Unilever, o que causou atritos dentro da empresa.
O objetivo dos fundadores era manter a filosofia da empresa de defender causas progressistas e de justiça social. Para eles, isso deveria ser monitorado de perto. As discordâncias aumentaram quando a Unilever anunciou, em 2021, que iria parar de vender produtos na Cisjordânia.
Logo depois, a companhia vendeu suas operações de sorvetes em Israel para um produtor local.
Atualmente, a Unilever passa por reestruturação. No início desta semana, o ex-CEO da empresa, Hein Schumacher, foi demitido inesperadamente e substituído pelo diretor financeiro Fernando Fernandez.