Reestruturação

Grupo Dia: Justiça aceita pedido de recuperação judicial

Pela determinação do magistrado, em 60 dias a empresa deve apresentar seu plano de recuperação judicial.

Foto: Divulgação / Grupo Dia
Foto: Divulgação / Grupo Dia

A rede de supermercados Dia Brasil, do Grupo Dia, entrou com um pedido de recuperação judicial que foi aceito, na sexta-feira (22), pela 1ª Vara de Falência e Recuperações Judiciais de São Paulo. 

De acordo com o InfoMoney, a Expertisemais Serviços Contábeis e Administrativos foi nomeada como administradora judicial, pelo  juiz Andler Oliveira Nobre. O Grupo Dia já aceitou a nomeação, através da representante Eliza Fazan.

Pela determinação do magistrado, em 60 dias a empresa deve apresentar seu plano de recuperação judicial. Após esse período, outros 30 dias serão disponíveis para possíveis objeções. 

Além disso, serão 15 dias de prazo para habilitações, ou divergências aos créditos dispostos pela devedora, contando a partir da publicação do edital de recuperação.

O Grupo Dia é uma rede espanhola, que controla as operações dos supermercados no Brasil, e anunciou o pedido de recuperação judicial na quinta-feira (21). Segundo ele, há “persistentes resultados negativos”.

Grupo Dia fecha 343 lojas no Brasil e concentra operações em SP

O Grupo Dia anunciou, nesta quinta-feira (14), um plano de reestruturação para sua operação no Brasil, que envolve o fechamento de 343 lojas e três armazéns.

A decisão, conforme comunicado enviado à Comissão Nacional do Mercado de Valores (CNNV), agência reguladora espanhola, foi motivada pelos persistentes resultados negativos da operação brasileira.

As lojas que encerraram suas atividades foram identificadas como de baixo desempenho. O grupo agora concentrará seus esforços na região de São Paulo, onde manterá em operação 244 unidades.

O diretor financeiro do Grupo Dia, Guillaume Marie Didier, assinou o comunicado, ressaltando que a empresa continuará a avaliar alternativas estratégicas para seus negócios restantes no Brasil.

“Dessa forma, o grupo ajusta seu escopo no país para concentrar seus negócios na região de São Paulo, onde o negócio tem uma maior rentabilidade e a concentração de lojas permite capitalizar a rede logística e a redução de custos”, disse.